Tag: amor

Encontrar o amor é como ganhar na loteria

Encontrar o amor é como ganhar na loteria

O amor está no ar aqui em casa. Não, não estou apaixonada. Momento raríssimo no meu 2017, pode ser que amanhã apareça uma nova paixonite, mas pela primeira vez esse ano tô livre do amor. Ufa! O clima de amor no ar vem de um […]

Alguns amores precisam ser breves

Alguns amores precisam ser breves

Não é de hoje que quero escrever sobre essa frase da Frida Kahlo: “Onde não puderes amar não te demores”. Eu adiei o texto porque estava demorando em um amor em que não podia amar. Foram uns bons meses de rolo, sinto que foi meu […]

Descarto a pessoa amada em um clique

Descarto a pessoa amada em um clique

Comecei a ler Amor Líquido do Bauman esses dias e coincidentemente vivenciei uma história que tem semelhança com livro.

Estou no comecinho do livro e me veio à tona essa lembrança. Como já disse, sou puro amor, pode vir uma avalanche de decepção, mas depois de uma boa noite de sono, acordo acreditando que virando uma esquina a pessoa certa vai aparecer.

Primeiro vou falar do livro (quem já leu: desculpa e quem não: recomendo).

Logo na introdução, em uma entrevista com universitários, está escrito que as relações virtuais são fáceis de usar e compreender e o parágrafo é fechado assim: “sempre se pode apertar a tecla de deletar”.

Isso pra mim foi um tapa na cara, me lembrei de alguns matchs de tinder que conversava sempre: bom dia, boa noite e quando me dava preguiça: block.

Eis que o negócio aconteceu comigo, mas minha história é um pouco mais embaixo. Eu e o crush estávamos saindo há uns 2 ou 3 meses, dorme na casa de um de outro, troca mensagem no meio do dia, brinde antes de beber, bairro liberdade aos domingos, essas coisas…

Confesso que foi uma relação nada saudável, mas quando a gente tava junto sempre compensava. Quando quero fugir do mundo, fujo das redes sociais, durante uma crise existencial, desativei instagram e facebook. E o rapaz achou que tinha sido bloqueado, o mal-entendido foi armado e quem dançou fui eu, tomei um belo block no whats. Simples assim, 3 meses se acabaram em um clique. O pior que 3 dias antes tinha dito que amava o cara.

Essa foi a segunda vez que me senti usada e descartada, a primeiro era mais no tetê-a-tetê e ele fugia de mim e não atendia as ligações. Mas dessa vez, depois que tudo rolou me peguei falando em voz alta: “- Mariana, bem-vinda ao século 21”. Onde as pessoas têm zero empatia e consideração, tudo gira em torno do próprio umbigo e ninguém liga para o sentimento do outro.

Eu realmente não sei se antes do século 21 as coisas eram diferentes, mas pelo que ouço eram sim. Esses dias mesmo eu gostei de uma pessoa, adicionei no facebook, demorou pra aceitar, cancelei o pedido. Mais tarde, segui no instagram e mandei mensagem, não respondeu e cancelei tudo de novo – Agora trás isso pra vida real, eu nunca falaria com ele, um dia cruzei ele no corredor e mal tive coragem de olhar.

Voltando ao livro, segue um trecho resumido: “Numa cultura capitalista como a nossa, que favorece o produto pronto para uso imediato, o prazer passageiro, a satisfação instantânea… A promessa de aprender a arte de amar é a oferta… prometem desejo sem ansiedade, esforço sem suor e resultados sem esforços”.

PARÁGRAFO SEGUINTE: “Sem humildade e coragem não há amor” – Já dizia a música dos Los Hermanos: “Ter fé e ver coragem no amor”.

Parece que ninguém tá nem aí pra ninguém, não quer tentar e saber o que houve. É tão simples chutar balde, bloquear, parar de falar, largar casa montada, desistir de sonhos e planos e por aí vai.

Pra mim terminar meu relacionamento mais longo, tentei muito dar certo, quando vi que não dava mais terminei, mas eu acreditei nesse amor. Não sei se ele podia renascer, pois não existia mais sentimento, mas já vi amores que estavam adormecidos e voltaram a florescer.

Não sei se é nossa geração, as fragilidades emocionais que todos vivemos, a superficialidade em que tudo gira. Não sei se posso culpar o tinder ou o século, mas sim, tudo está descartável. E isso é muito triste!

O gostar como disse ali em cima é ser humildade e ter coragem, me fala alguém que tá disposto a isso? Conheço gente com 50 anos de idade que não está. A questão é que se não existe consideração e empatia, se você não se coloca no lugar do outro, o amor realmente não irá existir. Olha eu, falei te amo e fui deletada.

O único sentimento que existe quando você dá as costas é o (ego)ísmo. Eu sou nova, mas tenho uma bagagem considerável quando o assunto é relação amorosa. Já curti umas boas fossas, adoro pensar na vida à dois, amo sentir frio na barriga e a cada novo match acho que encontrei o pai dos meus filhos.

Quando levei esse block, pensei o quanto as pessoas fazem malabarismo com sentimentos. Imagina 3 bolinhas: o meu, o seu e o nosso sentimento, tudo pairando no ar. O pior é colocar o meu sentimento dentro dessa confusão. Faça malabares, mas não me inclua nisso.

Eu não estou falando pra ninguém desacreditar no amor, jamais. Só acho que quando for pra ser não vai ter malabares, block e nem liquidez. O negócio vai fluir e a consideração e empatia também.

Sempre dizem que o que vem rápido, vai rápido também. Pode ser isso (se for, tô correndo de tinder). E quem gosta de profundidade como eu, senta que lá vem história. Pois ser rasa, eu não faço ideia como é e nem quero saber.

***Imagem: Piero Fornasetti

Vamos falar sobre rejeição?

Vamos falar sobre rejeição?

A rejeição traz à tona pra mim feridas gigantescas que carrego a vida inteira (isso não é exagero) finjo que não existem, mas são mais latentes do que eu imagino. E uma ferida que não foi cuidada e nem curada, vai latejar sempre. Enfim, acho […]

O egoísmo no amor

O egoísmo no amor

1º: o amor não existe somente nas relações conjugais, existe em todas as relações humanas.  2º: o egoísmo é derivado do ego, logo egoísmo é a doença do ego. Vou contar mais sobre minha história, pois a essa altura do campeonato não tenho muita coisa […]

Carta para as ex e namoradas dos caras que fiquei

Carta para as ex e namoradas dos caras que fiquei

Primeiro eu te devo desculpa. Estou me desculpando de todo meu coração. Essa carta é para todas as mulheres que passaram indiretamente na minha vida. E dedico esse poema para vocês:

Poema do livro Outros Jeitos de Usar a Boca, de Rupi Kapur

Essa semana aconteceu algo que me fez refletir muito, me fez refletir sobre nossa relação (in)direta. Me desculpa por já ter sido ingênua e ter te ofendido de alguma forma.

Eu já namorei três caras ao longo da minha vida, desses relacionamentos dois deles foram abusivos. Provavelmente, aqui, agora, estou te expondo e expondo o pivô da nossa relação, mas sinto que preciso fazer isso. Afinal de contas, devemos ter muitas coisas em comum, já que gostamos da mesma pessoa.

Eu falo de boca cheia que uma das melhores coisas que aconteceu na minha vida foi ter descoberto o feminismo, e esse universo tão nosso, só nosso: mulheres. Lá trás quando me descobri e me defini como feminista, sinto que coloquei uns óculos. Uso óculos há 10 anos, então acho um bom exemplo, passei a ver o mundo com outra lente, tive outra percepção do mundo que vivemos, seja ele com 7 bilhões de pessoas, ou somente nesse nosso triângulo amoroso e universo particular.

Bordado da DoloreZ

Eu me arrependo tanto de já ter te ofendido no passado, hoje o que sinto tem nome, aliás dois nomes: empatia e sororidade.

Já ouvi dizer que você é louca e fui na onda, caso aconteça de novo, não vou deixar se repetir. Mesmo não te conhecendo sei que não é louca.

Loucura é viver em um relacionamento abusivo, torço para o que vivi não se repita com você. Houve muitas agressões verbais, também já fui chamada de louca – e foi papo olho no olho, de doente, bipolar, proibida de vestir roupas, proibida de cumprimentar pessoas, deixar de frequentar lugares que gosto, fui xingada, gritaram muito alto comigo, fui traída, me ofenderam, me olhavam torto quando sai com amigos e levei empurrão. Como torço pra que isso não se repita com você – e nem comigo de novo.

Bordado da DoloreZ

Meus três namoros sérios foram eu quem terminei, acho que tenho dedo podre, nunca dei sorte no amor. Em todos os casos sofri muito, mas um dia acordei e simplesmente o amor que existia dentro de mim por outro alguém tinha acabado, quando isso aconteceu não sofri nada, nada mesmo, o único sentimento que perpetuou dentro de mim foi uma paz imensa, uma sensação de liberdade única e senti o gostinho do amor-próprio.

Todas as vezes que terminei me prometi nunca mais gostar de ninguém, você é mulher já deve ter vivido essa situação. Minha promessa continua, tento nem muito forte, nem muito firme, mas tento. Desacreditei/desacredito muito no amor, não sei se sou eu ou eles, ou foi a combinação. Só não quero mais sofrer de novo, mas agora vejo tudo com mais clareza, sei onde moram atitudes machistas, sei um pouco como começa um relacionamento abusivo e sei se o cara vale a pena pela forma que fala da ex.

Hoje não carrego nenhuma raiva de você, e me desculpe por um dia ter carregado esse sentimento, você nunca me fez mal nenhum e se fez tenho certeza que não foi de propósito, foi por amor. Eu, assim como eles, também tenho atitudes machistas, me dou muita bronca por isso, me policio muito e todos os dias analiso minhas atitudes diante outra mulher.

Joana, Carol, Mari, Gabriela, Alice, Thais, Claudia, Maria, Suzana, Luciana, Camila, Julia, Bia, Isabel, Helena, Bruna, Juliana, Fernanda, Carol, Dani, Rafa, Milena, Ana, Natalia…. até acho que seriamos boas amigas, algo em comum tenho certeza que temos.

E você mesmo não querendo me ensinou e muito. Obrigada por me fazer amar as mulheres, amar mulheres que mal conheço. Eu só desejo seu bem, mesmo, falo isso de todo meu coração. E obrigada por me ajudar a evoluir e minha forma de me redimir foi te escrever essa carta.

Seja muito feliz, sozinha ou acompanhada. Você e eu somos muito mais que qualquer relacionamento, seja ele ruim ou não.

Bordado da Dolorez e foto do @lucashirai

*Essas artes maravilhosas, que sou apaixonada, é da DoloreZ, peguei no face dela, o link esta nas imagens: http://dolorez.com.br/ <3

Quando achei que me encontrei, só queria me desencontrar.

Quando achei que me encontrei, só queria me desencontrar.

Eu juro. Juro mesmo que não queria escrever sobre isso. Eu juro que não queria falar de amor. Eu juro que não queria amar. Mas o amor não sai da minha cabeça. Eu sentei pra escrever e começou a tocar Temos nosso próprio tempo. Eu […]