Amar não é simples

Amar não é simples

Faz pouco tempo que me dei conta que sou amor da cabeça aos pés. Gosto de me apaixonar, ficar com sorriso frouxo e pensamento longe. No fim de cada rompimento me prometo não gostar mais de ninguém, já foram tantos traumas que é mais fácil pensar assim. Mas quando vejo já me entreguei de novo, e já to sofrendo de novo. Não que amor seja sinônimo de sofrer, só tenho dedo podre mesmo. E dá tanto medo de me/se entregar de novo. Novos amores dão tanto medo, que às vezes da vontade de fugir. Eu não sou tão fã de Beatles, mas tenho tatuado: all you need is love. E mesmo sem pretensão é meu lema de vida. Não importa se é amor carnal ou fraternal, o que importa é o amor. O amor é único de cada um pra cada qual. Não acho nenhum dos dois tipos simples – amar não é simples. Mas quando se trata de relações amorosas, é uma escolha, – é esquecer o passado, se desprender dos traumas, ir mesmo com medo e SE amar – talvez por isso nunca amei de verdade, já que ainda não sei ME amar. O bom do amor é que dá sempre pra gente ressignificar a vida, mas a gente prefere viver de passado. Também é preciso se despedir do ego e das máscaras, talvez por isso sempre me declarei em fim de rolê, quando já bebi e só quero falar verdades que não tenho coragem na luz do dia. Ainda não sei o que é bom ou ruim no amor, ainda não sei o que é amor e nem amar – mas sei que adoro me apaixonar.


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