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RELEASES

The Side Walkers: o Verão 2015 da Side Walk

Uma das principais inspirações é que a Side Walk volta as origens trazendo para coleção Verão 2015 uma expedição pela Austrália, resgatando a história da marca e viajando pelo passado da terra dos cangurus.

Esta nova campanha aparece dividida em três temas diferentes: o Aborígene busca inspiração no passado da marca, incorporando o mood safári e a camuflagem – com tons terrosos; o Safari volta às origens e faz uma viagem no tempo, trazendo o mood tribal – com tons quentes e acabamentos diferenciados; e o Ácido que funde os efeitos do urbano e natureza – com tons vivos, cítricos e vibrantes, efeitos de lavanderia e tie dye.

A linha feminina traz blusas e regatas leves com texturas diferenciadas, estamparia, bordados e fortes acabamentos de lavanderia. As camisas são mais soltas e despojadas com opções listradas. A aposta dos bottoms são peças com tie dye e técnicas de lavanderia a seco, para as calças a marca investe no jeans e sarja. Seguindo o tema da temporada, o étnico fica por conta das saias. Já os shorts de linho se destacam por seus bordados de matelassê. E para fechar com chave de ouro, o hit do verão são as jardineiras.

Para os homens, a marca visa o conforto nas camisetas, feitas em material leve e um mix de lavagens a seco, tie dye e estonado. As camisas vão do casual ao lifestyle, com estampas xadrezes, listras, estonado e sobre tintas – nas versões de cores neutras até as mais coloridas. Outro destaque são as pólos, produzidas do flame ao pique. As calças levam cores mood da coleção e o modelo chino invade, trazendo tons mais casuais – cáqui e areia. E pensando no clima da temporada as bermudas são feitas para entrar na água, além dos modelos de linho, a tradicional cargo e a double face – com estampa lisa e xadrez.

Os calçados carregam o DNA da Side, as clássicas birkens em várias cores para elas e para eles, as queridinhas alpargadas em diversas estampas e cores também nas duas versões. Entre os calçados femininos, modelos anabela com salto alto, e rasteiras que prezam o conforto. E os homens encontram sandálias, muitos topsiders e tênis de lona. E para fechar a linha de acessórios as mulheres podem escolher entre diferentes modelos e tamanhos de bolsas, como as jacquard, que remetem ao tema da coleção e o must da coleção, são as bolsas com franjas, tie dye e double face. E a aposta para os homens são mochilas de lona, com detalhes em couro e tons neutos e terrosos.

O cenário escolhido para transmitir o clima do Alto Verão e o desejo de colocar o pé na estrada foi o bairro despojado Vila Madelana, em São Paulo.

Participe do #diadedoar com o BPF, ganhe 100 pontos e contribua com instituições

Com o objetivo de celebrar a generosidade por meio da doação, será lançado em 2 de dezembro o #diadedoar, uma campanha realizada globalmente, focada em ampliar a cultura do altruísmo. E para você fazer uma boa surpresa para organizações sociais, o Banco de Pontos Fidelidade irá fazer parte deste dia da solidariedade.

Para aderir ao Dia do Doar com o BPF, entre no site www.bpfidelidade.com.br. Ao se cadastrar você ganha 100 pontos e pode escolher a instituição que quiser beneficiar com eles. Além disso, presenteamos você com mais 1.000 pontos para serem usados em nossas plataformas.

A iniciativa será feita a partir do dia 2 de dezembro, e você pode ajudar divulgando e compartilhando-a em sites e nas redes sociais com as hashtags #pontopraquemdoa e #diadedoar .

Alinhado ao movimento internacional de promoção à doação, o #diadedoar conta com nove países participantes, inspirados no movimento #GivingTuesday, que surgiu nos Estados Unidos há três anos. A data foi escolhida por ser próxima ao Natal, quando as pessoas já estão mais predispostas a se sensibilizar pelos outros.

No BPF você pode destinar seus pontos para praticar o bem. Nós temos parcerias com instituições, ONGs e associações, e também oferecemos a opções de doação a causas especiais. Cadastre-se e pratique o bem!

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No BPF, quem participa do #diadedoar ganha 500 pontos para doar para instituições.

Com o objetivo de celebrar a generosidade e ajudar quem mais precisa por meio da doação, será realizado no dia 29 de novembro o #diadedoar.

#diadedoar é uma grande campanha para promover a cultura de doação no Brasil e no mundo. No Brasil acontece uma mobilização nacional para termos um país mais generoso e solidário.

A data é realizada no Brasil desde 2013, e sua origem é nos Estados Unidos, onde começou em 2012. Criada por uma organização chamada 92Y, localizada em Nova York, e hoje está no mundo todo. Lá fora, o #diadedoar tem nome de #GivingTuesday, que significa “terça-feira da doação”.

BPF - Banco de Pontos Fidelidade participa deste dia da solidariedade através de novos cadastrados e incentivando seus clientes a praticarem doação de pontos.

Para aderir ao Dia de Doar junto com o BPF, é só se cadastrar usando o código DIADEDOAR e ganhar 500 pontos para serem doados para uma das instituições parceiras do BPF.

Além disso, neste dia os usuários já cadastrados que complementarem seus pontos, ganham 100% de bônus para doar quantos pontos quiser para uma das instituições que o BPF apoia.

A iniciativa acontece somente no dia 29 de novembro e os participantes podem ajudar na divulgação, ao compartilhar a ação em sites e nas redes sociais com as hashtags #diadedoar e #pontopraquemdoa.

Só no BPF, os usuários ganham para doar.

Acesse bpfidelidade.com.br

Relatos sobre o amor

O livro Relatos sobre o amor fala dos (des) encontros, satisfação e vivências nos relacionamentos.

Destaca-se no livro a voz feminina com suas dores, superações, conquistas e experiências no mundo patriarcal.

O livro Relatos sobre o amor, de Pedro César Batista, envereda principalmente no universo feminino, ao apresentar uma combinação da angustia e a satisfação da conquista da liberdade e de rebeldia que algumas mulheres conseguiram obter com suas marcas indeléveis, apesar do machismo, ousaram enfrentar o patriarcado.

Integrado por 13 contos – relatos, onde prevalece a voz feminina, o autor destaca nos textos homens e mulheres com suas práticas comuns e revolucionárias, sempre reproduzindo uma busca pelo seu par, levando a encontros, provocando a solidão e o prazer, com as idiossincrasias da pós modernidade, marcadas, ainda, pela moral judaico – cristã.

A assessora de imprensa paraense, Ana Lúcia Araújo, que vive há 20 anos em Portugal, diz sobre o autor que “Encontra no texto a coerência e a frontalidade que se espera de quem parece se propor como “um olho a mais” em cada um dos seus leitores. Um olho que não fecha, que está sempre vigilante”. Diz ainda que Pedro “escreve sobre a vida, sobre a morte, sobre o amor entre as pessoas, a amizade, a natureza, com a revolta e a calma que devem alimentar constantemente todas as histórias e mudanças. Leio-o e penso no quanto foi difícil fazermos a lição do Che e endurecermos sem perder a ternura. Ele vai conseguindo”.

Wanessa Dias, professora de língua portuguesa, destaca no prefácio que “há nos relatos ora uma satisfação momentânea do gozo, ora encantos e o sofrer deles e por eles, quando o tempo, por isso, não é capaz de fazer desaparecer os bel-prazeres um dia conhecidos e, por vezes, sonhados. Não são, por isso, caminhos meramente refeitos ou acúmulos de episódios e lamúrias num enredo bem estruturado”.

Relatos sobre o amor é o 15º livro do autor, que publicou seu primeiro título Tudo tem, em 1979, ainda no mimeógrafo. Nesse tempo enveredou em diversos mundos das letras, escreveu biografias, um romance e dedica-se à poesia. Seu livro anterior, Candeeiro do tempo (Verbis – 2010), é uma coletânea que reúne poemas de três décadas. Realizou lançamentos em Portugal e em Nova Iorque (EUA), na ONU, além de diversas capitais e cidades brasileiras. Quando iniciou seu trabalho teve as dificuldades inerentes ao tempo da ditadura, que serviu apenas para alimentar a sua letra de resistência e sua militância por vida e libertação.

Serviço:

Relatos sobre amor

Autor: Pedro César Batista

Thesaurus Editora

Brasília – DF - 2013

Shopping Balneário recebe exposição de miniaturas de navios

Exposição de doze maquetes, criadas pelo arquiteto e designer Eduardo M. Dardaqui, conhecido como Deta.

O Shopping Parque Balneário apresenta a exposição “Pequenos Gigantes”, uma mostra marítima de miniaturas de navios de passageiros e cargas, rebocadores, lanchas, e outras embarcações. As maquetes podem ser vistas até o dia 26 de janeiro, na Praça Central do Shopping. Estão expostas doze maquetes, criadas pelo arquiteto e designer Eduardo M. Dardaqui, conhecido como Deta. O profissional desenvolve as miniaturas no período de seis meses a um ano, através de fotos e plantas arquitetônicas. Apaixonado por embarcações, Deta fez sua primeira montagem aos oito anos de idade, e continuou com o hobby, mas atualmente além do lazer o arquiteto também vende suas obras. Serviço – A exposição acontece até o dia 26 de janeiro, na Praça Central do Shopping. O Shopping Parque Balneário fica na Av. Ana Costa, 549, no Gonzaga em Santos. Mais informações (13) 3284-0360 ou 3877-9072.

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Shopping Balneário homenageia pista da Imigrantes em exposição

O Shopping Parque Balneário exibe a exposição “Os Dez Anos de uma Obra de Arte” uma homenagem a inauguração da pista de descida da Imigrantes.

O Shopping Parque Balneário exibe a exposição “Os Dez Anos de uma Obra de Arte” uma homenagem a inauguração da pista de descida da Imigrantes. A mostra será até o dia 26 de janeiro. São 27 fotografias que mostram todo o processo de construção da pista descendente, desde sua implosão até a inauguração. Além de imagens da paisagem local. A pista Sul foi aberta no dia 17 de dezembro de 2002 e possui 21 quilômetros. Entre uma foto e outra, os visitantes poderão conhecer mais sobre este marco na engenharia que liga São Paulo a Baixada Santista. Serviço – A exposição acontece na Galeria Balneário das Artes, localizada no segundo piso do shopping, até o dia 26 de janeiro. O Shopping Parque Balneário fica na Av. Ana Costa, 549, no Gonzaga em Santos. Mais informações (13) 3284-0360 ou 3877-9072.

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Mônica Figo expõe pela segunda vez no Shopping Parque Balneário

Mônica Figo expõe Recortes do Histórico no Shopping Parque Balneário

A artista plástica Mônica Figo está expondo no Shopping Parque Balneário suas obras que fazem parte da coleção “Recortes do Histórico”. A intenção das pinturas feitas em painéis com tinta a óleo é mostrar recortes com detalhes de arquitetura dos prédios históricos da cidade de Santos. O primeiro local que a artista plástica escolheu para retratar em tela, foi a Pinacoteca Benedicto Calixto, um dos patrimônios históricos santistas preferidos por ela. Em suas telas procura retratar utilizando cores vibrantes os dias ensolarados em que fotografou as arquiteturas. Mônica Figo está apresentando seus trabalhos pela segunda vez na Galeria de Arte, a primeira vez inaugurou a Galeria do Shopping Parque Balneário. A exposição Recortes do Histórico está aberta até o dia 31 de maio, de segunda a sábado, das 10h às 22h e domingo e feriados, das 11h às 22h, na Galeria de Artes do Shopping Parque Balneário, 2° piso, próximo à escada rolante da Praça de Alimentação.

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Fatto Brazil inaugura curso de libras

A Fatto Brazil, Centro de Treinamento e Qualificação para Hotéis e Tripulantes de Navios, está com inscrições abertas para o curso inédito de libras (Língua Brasileira de Sinais) para hotelaria. As aulas terão início no dia 28 deste mês.

 Além de ensinar o básico da Linguagem Brasileira de Sinais, o curso também dará ênfase ao atendimento aos clientes surdos em hotéis, navios, restaurantes e equipamentos turísticos.

 Segundo o diretor da Fatto Brazil, Fabrício Britto, o novo curso foi criado para suprir a demanda do mercado no atendimento deste segmento. Como instituição de ensino, a escola tem a preocupação de preparar o mercado para atender todo tipo de público, incluindo os surdos.

 "Em experiência como tripulante de cruzeiros marítimos, vi que as empresas são carentes nesta área e não se atentam à importância da qualificação de seus funcionários para o atendimento a surdos", explica Britto, lembrando ainda que a demanda do setor irá aumentar, principalmente com a chegada da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil.

 “As ações da escola, como o curso de Libras, tem a intenção de destacar a importância do atendimento de qualidade a todos os clientes, tanto surdos quanto ouvintes”, completa o executivo.

 As aulas serão aos sábados, com turmas na parte da manhã e tarde. O curso intensivo, tem duração de 3 meses. A Fatto Brazil fica na Rua Euclides da Cunha, 105, no Gonzaga, em Santos.

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Revolucione seu feriado no Mendes Plaza Hotel

O Mendes Plaza Hotel está com pacotes especiais para quem vem curtir o feriado da Revolução Constitucionalista de 1932 em Santos (SP). São duas opções de hospedagem: de 6 a 9 de julho ou de 7 a 9 de julho. Os hóspedes poderão curtir toda a estrutura de lazer e gastronomia do hotel, que inclui mini SPA, Fitness Center, Salão de Jogos, First Bar e Plaza Kids, além do famoso Festival de Grelhados, sob o comando do chef Danillo Nascimento. O café da manhã (composto por mais de 100 itens, entre pães, bolos, sucos e doces) e o jantar estão inclusos na diária.

A hospedagem de 7 a 9 de julho sai por três parcelas de R$ 154, por pessoa, em apartamento duplo, na Torre Panorama. De 6 a 9 de julho – sai por três parcelas de R$ 216, por pessoa, em apartamento duplo. Pagamento à vista tem 5% de desconto. Uma criança de até 11 anos, acompanhada de dois adultos, é cortesia. Consulte também os valores da Torre Plaza, através das nossas centrais de reservas.

Serviço – No Mendes Plaza Hotel, o acesso à Internet wi-fi é gratuita em todos os ambientes. O check-in pode ser feito a partir das 14h e o late check-out até às 16 horas de segunda.

O Mendes Plaza Hotel fica na Av. Mal. Floriano Peixoto, 42, Gonzaga, em Santos. Reservas pelos telefones (13) 3208-6500 ou (11) 5904-6200.

PRODUÇÕES JORNALÍSTICAS

Muito além de um tabuleiro

O xadrez lembra uma situação de guerra, como se cada jogador comandasse seu exército e tomasse decisões fundamentais para chegar à vitória. Mas não é só um jogo, nem apenas uma arte ou ciência. É uma mistura de tudo isso, e contribui para desenvolver a velocidade de raciocínio, a memória e a capacidade de concentração. 

Por seus atributos, o jogo acabou se tornando uma poderosa ferramenta pedagógica. No Brasil, a proposta começou no sul e hoje escolas de várias regiões do país utilizam o xadrez.


Referência nacional

Em Santos, o Projeto Xadrez nas escolas municipais é realizado desde 2002, com o objetivo de atender alunos a partir de 6 anos, especificamente do 1° ao 9° ano do ensino fundamental, e ampliar o tempo de permanência da criança na escola.

No ano passado, o projeto atendeu 14 escolas, e quem desenvolve são professores de educação física, que ministram as aulas no contraturno do aluno, ou seja, se ele estuda de manhã, faz xadrez na parte da tarde. Porém a criança vai voluntariamente, a escola não obriga.

Esse trabalho se tornou reconhecido nacionalmente, e uma das escolas de grande destaque é a Maria de Lourdes Borges Bernal que atende mais de 540 alunos. Destes, cerca de 180 se inscreveram para participar das aulas de xadrez.

As aulas duram 45 minutos, com grupos de 10 a 15 alunos, divididos por níveis. São dadas as noções básicas do jogo, de acordo com o estágio de cada grupo, sempre explicando peça por peça, até chegar a uma explicação geral sobre o jogo.

O professor Fernando Luiz Simões de Aguiar é formado em Educação Física e trabalha na escola desde 2006, com as aulas convencionais e de xadrez. Aguiar, que já fez cursos de especialização, também atua como árbitro em partidas oficiais.

O professor diz que esse trabalho desenvolve no aluno concentração, e em vários deles já foi vista uma melhora dentro da sala de aula, em relação ao comportamento, e desenvolvimento das atividades escolares, pois, além trabalhar com a matemática, o professor faz um trabalho interdisciplinar com os alunos.

Para colocar em prática as técnicas que aprendem, os alunos participam de vários campeonatos, como o Circuito Santista de Xadrez Escolar e o Campeonato Brasileiro. Além disso, todo ano, no segundo semestre, é realizado o Festival de Xadrez, torneio em que as crianças participam e interagem, praticando o esporte, criando novos conhecimentos e fazendo novas amizades.

A Escola Bernal foi campeã brasileira em 2010, e a estudante Alexia Pires, de 8 anos, que fazia parte da equipe, conquistou o 5° lugar, na categoria 2° ano feminino. Ela conta que começou com o xadrez na escola, e hoje treina com seus tios e recebe apoio da família para continuar praticando.

Wlamir Ursini, pedagogo e professor de xadrez desde 2008, trabalha no colégio Objetivo e na Ong Caminho do Sol, com o xadrez escolar e de campeonato. Ele diz que o jogo ajuda na memorização e no raciocínio lógico do aluno. Além disso, a escola incentiva o estudante com torneios e prêmio de bolsa de estudos.


Garagem da concentração

Fundada em 2000, por um grupo de comissários de bordos, em uma garagem adaptada, a  Ong Caminho do Sol tem o objetivo de estimular as crianças a praticar o xadrez e revelar talentos da modalidade.

No começo, as aulas eram voltadas para o xadrez escolar, mas hoje o foco são os campeonatos. São cerca de 40 crianças de escolas públicas e particulares, que frequentam as aulas com duração de 1h30min, duas vezes por semana.

Nas aulas, são aprendidas noções básicas do jogo, aberturas e estratégias. As crianças são divididas por níveis, e quando já estão em um estágio avançado, as aulas são dadas por profissionais e jogadores da área.
O xadrez pode ser praticado por pessoal de qualquer idade. Na garagem, onde acontecem as aulas da Ong, o aluno mais novo tem 5 anos de idade e o mais velho 14 anos. 

A entidade também tem parceria com o Clube de Xadrez de Santos para a realização do Circuito Santista de Xadrez Escolar, que está crescendo a cada ano, com média de 250 crianças por etapa. “O trabalho feito já rendeu alguns frutos, como três campeões paulistas e seis brasileiros”, explica o pedagogo Wlamir Ursini, que sempre gostou do jogo, já deu aula para crianças especiais e hoje é responsável pela Caminho do Sol.

A garagem adaptada da Ong fica localizada na rua Senador Lacerda Franco com a Alfaia Rodrigues, entre o canal 5 e 6. O interessado pode conferir mais informações acessando o site www.xadrez.caminhodosol.nom.br. ou pelo e-mail: ocasol@ig.com.br.

Competição no shopping

A II Etapa Santista de Xadrez Escolar será realizada no Shopping Balneário, no sábado (2),com alunos do 3°, 4° e 5° ano, e domingo (3), com a Tropa de Elite (estudantes do 6° ano ao Ensino Médio). As inscrições podem ser feitas até a véspera do campeonato, pelos e-mail cxs-@uol.com.br e ocasol@ig.com.br. 

A taxa para alunos de escolas públicas é R$ 6 e particulares R$10. O evento é realizado pela Ong Caminho do Sol e o Clube de Xadrez de Santos. Informações 3302-0014 ou 9738-3175.


Experiências vitoriosas

Uma das primeiras experiências de xadrez escolar foi a do psicólogo Johan Christiaen, que, em 1976, na Bélgica, fez testes com dois grupos de 20 crianças entre 10 e 11 anos, e comprovou que o aproveitamento escolar do grupo experimental foi 13,5% superior ao do grupo do ensino regular. 

Em 1981, em Nova York, o professor  Joyce Brown também constatou a melhora no comportamento dos alunos, com menos 60% de incidentes e suspensões, e a melhora do aproveitamento escolar de 50% dos estudantes.

Em 1985, o pesquisador George Stephenson, após 20 dias consecutivos desenvolvendo um trabalho com um grupo de estudantes, constatou entre os alunos a melhora de 55% de rendimento escolar, 62% de comportamento, 59% de esforço, 56% de concentração e 55% autoestima.

O xadrez também ajudou três pesquisadores a ganhar o Prêmio Nobel de Economia, em 1994. John Nash, John Harsanyi e Reinhard Selten estudaram o comportamento da economia segundo a lógica dos jogadores de xadrez. A história de um deles, John Nash, é contada no filme “Uma mente brilhante”, com Russel Crowe.

 

Os pés pelas mãos

Foi na troca da chuteira pela luva de boxe que surgiu um dos melhores pugilistas brasileiros da última década. Nascido em Feira de Santana e criado em Salvador, Carlos de Oliveira de Souza, o Carlinhos Furacão, tem 25 vitórias na categoria profissional e 70 na amador. Sua bravura só existe dentro do ringue, porque do lado de fora o baiano não nega a raça — é calmo e tranquilo.

Na hora de contar sobre sua história faz piadas:

— Minha vida é tão triste que em uma viagem de Salvador a São Vicente fui contá-la a um carreteiro. Quando olhei para o lado o jumento estava chorando.

Depois de uma partida de futebol, Carlinhos Furacão e seus amigos foram assistir um “parceiro” em uma luta de boxe. E na arena, com o corpo arrepiado, seu pensamento foi: “Um dia ainda vou estar no ringue.” Para ter mais fôlego no campo, ele começou a frequentar os ringues.

Ao entrar no escritório do Centro Esportivo Carlinhos Furacão, a primeira coisa que ele mostra são as fotos da sua empresária e mulher. Se conheceram no ringue. Ele lutando e ela como juíza, aquela moça que entra no ringue segurando a placa que sinaliza o número do round. Dois anos depois, o primeiro desafio chegou e a primeira medalha de ouro também, no campeonato baiano. Um dos maiores presentes de sua vida foi o centro esportivo em sua homenagem. A inauguração foi uma surpresa.

— Olha o vídeo no YouTube, chorei tanto — diz Furacão.

De repente, a conversa deixa de fluir com naturalidade, pois ele está esperando uma ligação da mulher. Maria Aparecida de Oliveira, a Cidinha, é presidente da Federação de Boxe de São Paulo e está na área há 14 anos. Foi ela quem trouxe o baiano para a região. Seu sonho era ser jogador de futebol e agora, aos 33 anos, não se arrepende de ter entrado no mundo da luta. Contando seus troféus, vitorias e principais campeonatos a descontração só acontece depois que ele foi buscar Cidinha no ponto de ônibus. Ela acabava de chegar de São Paulo.

Camisa branca básica, bermuda preta e vermelha de tactel e havaianas. É assim que Carlinhos Furacão se veste diariamente, a contragosto de Cidinha. Na hora de sair, ele pega a chave do carro e o celular. Ainda resta tempo para soltar uma piadinha:

— Tenho que ir rápido, senão a patroa bate; e vocês sabem que ela bate mesmo.

O salto da carreira do campeão mundial na categoria pena de 2006 começou três anos antes, quando recebeu uma proposta para sair da categoria amador e ingressar na profissional. Para conquistar o sonho, teve de abdicar de outro que era competir nas olimpíadas da época. Mas ele prefere não pensar nisso, pois o que queria mesmo era lutar sem o capacete e com os grandes.

O pugilista é pai de três filhos, todos do primeiro casamento, dois homens e uma menina. As crianças residem em Salvador, mas sempre que possível o pai viaja para vê-los. Todo dia conversa com os filhos pela internet.

Até hoje não os trouxe para conhecer a Baixada Santista, mas fará isso em breve.

— E se eles quiserem seguir a carreira de boxe?

— Ah, isso não — brinca.

O casal Oliveira passou a se conhecer mais, mais e mais em 2003. Pelo olhar quando um fala do outro é totalmente perceptível a admiração. Nada de beijinhos e abraços na frente de todo mundo. O casal é tranqüilo, não é de festas. Gosta de ficar em casa ou às vezes fazer churrasco com os amigos.

Nela, Carlinhos encontrou o seu principal apoio. Sua família, pai, mãe e amigos ninguém acreditava no seu potencial. O virginiano não nega o signo. Chegou a chorar diversas vezes, por não ter com quem contar, mas sempre dedicado conseguiu o que sonhava. No início da carreira participou de lutas clandestinas, pois na época o esporte era mal visto pela sociedade. Por esse motivo, muita gente tinha preconceito.

De alguns anos para cá, o atleta conta com felicidade que começou a promover projetos sociais. Pretende seguir com os trabalhos. Em 2013, quer encerrar a carreira. Mas tem em mente nunca abandonar os esportes:

— Seja o que for, sempre vou estar envolvido na área. O atleta não é só do boxe, é de todos os esportes e incentiva os jovens.

Com dois anéis na mão direita, um de prata no dedo mindinho e um de outro em formato triangular no dedo anular, Carlinhos conta toda sua vida gesticulando e passando a mão no rosto de minuto a minuto.

Carlinhos Furacão é conhecido dentro e fora dos ringues. O apelido o acompanha desde que virou profissional. Seu “batizado” foi em sua primeira luta na categoria pena — venceu em 46 segundos. As outras dez lutas foram ganhas por nocaute, sempre no primeiro round. Mas o apelido não o agrada:

— Já tem mulher furacão, já tem homem furacão e eu vou ser outro furacão?

Mesmo quebrando incontáveis vezes os dedos e o braço, Carlinhos nunca brigou fora do ringue e nem na escola. Seus rivais só existem no boxe e só na hora das lutas. No entanto, ele sempre faz questão de ganhar dos lutadores argentinos, mas não pelos oponentes e sim pela torcida, que costuma provocá-lo.

— Os torcedores argentinos são muito folgados. Chamam a gente de “macaquito”. Já até jogaram bananas para mim no meio de uma luta.

 

Uma de suas principais lembranças do início da carreira é que quando chegou de Salvador. Seu primeiro patrocínio foi a loja Gata Auto Peças. Essa oportunidade ficou para sempre marcada em sua vida. No Centro Esportivo, em São Vicente, o que não lhe falta são os fãs. Durante suas lutas diárias de treino, as crianças passam gritando na rua “Vaii Carlinhos, pra cima, pra cima.”

O boxe é sua vida, é tudo. E se fosse parar tudo hoje, seria a pessoa mais feliz e realizada do mundo.

Cem anos escrito em pincéis

Tudo começou com uma simples vontade de um artista plástico santista roxo e agora seu sonho pode se tornar uma das maiores obras de arte a céu aberto, que futuramente poderá ser registrado no Livro dos Recordes.

Paulo Consentino é santista de naturalidade e de time, o seu amor pelo clube cresceu também por ser filho de Ítalo Consentino, médico do Peixe durante 1960 a 1974.

O artista plástico sempre sonhou em pintar o muro do Centro de Treinamento Rei Pelé, porém a ideia só foi amadurecendo conforme foi chegando o Centenário do clube.

Sua obra de arte batizada de 100 anos de futebol arte é uma grande homenagem para os eternos Meninos da Vila desde 1912, data de fundação do time, até os dias atuais.

Nas pinturas estão presentes craques como Urbano Caldeira, Pepe, Clodoaldo, Coutinho, Neymar e Ganso. Sua seleção deve representar em cerca 300 personagens, aqueles que realmente vestiram a camisa do Alvinegro Praiano e se destacaram durante esse século.

Sua proposta foi entregue ao time quando estava sob a direção do presidente Marcelo Teixeira, e o novo presidente Luiz Álvaro assumiu, mantendo o projeto, dai em diante foi mão na massa.

As pinturas foram iniciadas no aniversario de 99 anos do time, em 14 de abril de 2011. O primeiro passo foi à reforma dos muros, pois estavam sem condições para receber as pinturas.

Todo o projeto foi de responsabilidade do artista Paulo Consentino e sua equipe, eles precisaram arrecadar recursos e firmar patrocínios pra levar os desenhos à diante. Alguns de seus patrocínios são; Varejão das tintas, Suvinil e Cromática Silks & Signs. No dia- a- dia seis pessoas estão envolvidas nos trabalhos, como na preparação das imagens, ampliação e montagem dos estêncis.

O mentor das pinturas conta que para a reconstituição das imagens dos jogares existe um grande apoio dos próprios e dos familiares. Algumas fotos precisam passar por uma recuperação para poder ser feita a imagem original do muro.

Diariamente são preparados kilos de papéis com traços que darão forma aos donos das camisas de mais destaque do Peixe, ao todo já foram mais de 100 toneladas de estêncil.

O processo de pintura no muro é feito somente quando a equipe acumula bastante trabalho, a partir dai são feitos os afazeres na rua.

A previsão de entrega para o maior mural do mundo a céu aberto é para abril deste ano, porém alguns detalhes só ficarão prontos no mês de julho.

Do mangue ao Planalto

“Boa noite a todos e a todas, aos vereadores e à senhora vereadora. Eu vim até a Tribuna para fazer uma homenagem a uma grande amiga e uma grande cidadã que muito contribui para o município de Peruíbe, o nome dela é: Eliana Gomes Diniz.”

Provavelmente, a quarta-feira do dia 12 de agosto de 2015, foi um dos poucos momentos nos quais Eliana ficou estática, com seus grandes olhos verdes fixos e arregalados, com as duas mãos segurando firmemente o celular e as pontas dos pés apoiadas na base das cadeiras da frente. O local no qual ela estava sentada, de frente para púlpito, fui eu quem havia escolhido. Dali, ela tinha a visão exata do momento que seria anunciada, através da moção de congratulação 54/2015, do vereador Ricardo Correa da Câmara Municipal de Peruíbe.

Enquanto ele discorria sobre o projeto que Eliana realiza, ela sequer piscava, talvez por isso ou por emoção, ou um misto dos dois, seus olhos mareavam e sua atenção era toda para uma das homenageadas da noite: ela mesma.

Antes de ir para a Câmara, Eliana havia tido um dia cheio, “completo”, como ela mesmo disse. Trabalhou na Colônia de Pesca Z-5, teve reunião com um grupo de mulheres, de noite foi homenageada na Câmara de Vereadores e ainda foi à igreja.

São 9h30 da manhã, horário que Eliana considera “sagrado” para iniciar suas atividades, com uma mão ela segura a bicicleta e com a outra abre o cadeado que tranca os dois grandes portões de ferro da Colônia de Pescadores. A mulher canhota apoia sua bike e deixa cada lado do portão aberto, preso por uma pedra. Ela abre a porta de trás que fica na cozinha, abre as duas janelas que lembram grandes vitrôs, a luz já adentra o local, pois as cortinas laranjas estavam presas com um só nó. Apoia sua bolsa na estante coberta por papéis, pastas, documentos, um troféu e dois galões grandes que parecem produtos de limpeza. Por fim, abre a porta principal da Colônia que fica na Praça da Matriz, no centro da cidade de Peruíbe, senta-se em uma mesa rodeada de papéis ao lado de cinco gaveteiros de ferro cheios de cadastros e de frente para antigas cadeiras de madeira usadas para fila de espera, e pronto, liga seu computador.

As mãos sujas de graxa comprovam que a Li ou Eli, como é chamada pelos mais próximos, faz todos seus afazeres de bicicleta.

Aquele dia, não era dia de atendimento ao público na associação, Eliana foi lá para dar continuidade em diversas papeladas que estão em processo. Mesmo assim, de forma solicita, atendeu às dúvidas de alguns desavisados. Lá, ela trabalha de segunda à quarta-feira como voluntária, há dois anos ocupa o cargo de Secretária Administrativa, a qual faz grande parte do trabalho da Colônia.

— Eu queria complementar o...

O homem nem precisou completar a frase, pois Eliana já sabe qual é seu caso e de seu irmão.

— Eu ainda não fiz o cálculo, tive uma reunião segunda-feira no INSS em Santos, e ainda tenho que ir lá no contador fazer o cálculo desse ano. Porque é 2.3% mais um tanto por cento, isso é só contador mesmo. Tem o valor do INSS mais os outros cálculos. Lá pra segunda-feira creio que já tá pronto. E agora o agendamento é só ligando.

Os gêmeos pescadores fazem parte dos mais de 700 trabalhadores do mar que ela atende na Z-5. Pelo livro de associados, o local possui mais de 3 mil cadastrados, porém não está atualizado, algumas pessoas morreram, outras se mudaram ou se aposentaram.

Em menos de 15 minutos, ela atendeu quatro pessoas e fez uma ligação para o presidente da associação: o Totó.

Em um novo “bolinho” de cadastros que está se formando, que já não cabem nos gaveteiros, 80% deles são de mulheres. Ultimamente, quem mais tem tirado a DAP (Declaração de Aptidão ao Pronaf), carteirinha que regulariza a profissão, são elas.

De acordo com o Registro Geral de Atividade Pesqueira (RGP) publicado ainda esse ano, no decreto 8.425 existem três categorias de pescador profissional: Exclusiva, pescador que tem a pesca como atividade profissional única; Principal, para quem a pesca é seu principal sustento, mas tem outro trabalho e a Subsidiária, para quem a pesca não é o principal meio de vida, mas vende e limpa pescado, por exemplo.

“Agora, querem aprovar um decreto que afeta as mulheres. Hoje todas recebem, mas sendo aprovado, só vai receber é quem está na categoria Exclusiva. As mulheres ficam entre a Principal e a Secundária (Subsidiária). Elas trabalham na manipulação, venda e artesanato. A grande briga é que as mulheres vão perder o direito do Regime de Economia Familiar e os direitos trabalhistas que estão assegurados. Espero que esse decreto caia por terra!”- explica Eliana com ar de indignação, sobre as novas regras do Decreto 8425.

De acordo com matéria publicada o site do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em junho de 2015 o decreto desconsidera o diálogo com as comunidades pesqueiras, o Estado nega o direito à identidade desses grupos tradicionais, privando muitos de seus integrantes a acessarem os benefícios, como o RGP, documento que garante acesso a políticas públicas e sociais, principalmente direitos trabalhistas e previdenciários. O decreto só considera pescador artesanal quem faz a captura do pescado, excluindo a produção familiar tradicional, que inclui a maioria das mulheres das comunidades. 

Eliana acessa o Facebook e abre um vídeo que compartilhou da página “Campanha Nacional pela Regularização do Território Pesqueiro”, ele é sobre a Leitura da carta da Articulação Nacional das Pescadoras (ANP) contra medidas e decretos que retiram direitos historicamente conquistados pelas comunidades pesqueiras.

Enquanto o vídeo é transmitido, ela comenta:

— Se hoje a mulher recebe e tem os mesmos direitos que o homem, como ela vai perder esse direito? Onde esse povo vai ficar assegurado? Como vamos amparar a mulher que trabalha no secundário da pesca? Se hoje ela recebe auxílio maternidade, doença e aposentadoria. Vai ser complicado, são muitas mulheres. A pressão é grande. Tanto que já foi suspenso por 180 dias, e quem faz a pressão são as marisqueiras do nordeste. Em Peruíbe elas não estão mobilizadas, estão só preocupadas que não vão receber. Poucas foram para a Marcha das Margaridas que está acontecendo ontem e hoje. Precisamos deixar o Eu, pra fazer o Nosso. Minhas filhas são muito resistentes com isso, mas tento passar pra elas... É o que tá escrito na Bíblia, isso eu tenho prova. Sempre que eu olho, tô recebendo de volta de onde não tem. Sou a prova viva disso.

Eliana não para quieta um segundo, enquanto conversa, mexe no computador, intercala entre e-mail e Facebook, responde as mensagens que chegam no celular e se desloca todo tempo na cadeira de rodinhas que está sentada. Sua agitação foi um dos motivos que não foi à Marcha das Margaridas, pois as mulheres da cidade foram de ônibus. Além disso, ela está sobrecarregada de trabalho: — Sou muito dinâmica.

Algumas bandeiras levantadas na Marcha pelas Mulheres das Marés e das Águas é a necessidade de dar visibilidade às demandas solicitadas, a luta por políticas públicas condizentes com a realidade aquática, emitir obrigatoriamente o RGP para marisqueiras e pescadoras artesanais, reconhecer os direitos e conquistas dessas mulheres, garantir cotas especificas no SUS e dar visibilidade e fomento para o desenvolvimento das mulheres na cadeia produtiva e na agregação de valor.

“As mulheres vão perder a conquista sobre o direito de ajudar o marido. Não de ir lá pescar, sim de trabalhar na produção dele”, diz Eliana.

Segundo a tese de mestrado de Simone Simões Fassarella, pela Universidade Federal de Rio Grande, as mulheres são “ajudadoras” e auxiliam no tratamento do pescado trazido do mar pelos pescadores, elas não são pescadoras e, sim “cuidadoras” de peixes. A participação das mulheres na comunidade pesqueira se dá com frequência antes da pesca e depois da pesca.

Em pesquisas como de Maldonado (1986), Woortmann (1992), Maneschy (1995) e Lima (2003), citadas por Simone Simões apontam que na pesca artesanal tem uma divisão sexual e social de trabalho. Estes estudos mostram que, na maioria dos grupos pesqueiros, os marcos da divisão do trabalho são visivelmente fortes: os homens praticam a pesca de alto mar enquanto as mulheres se ocupam de tarefas em terra.

Li ficou 13 anos sem estudar, foi terminar o ensino médio em 2005 e cinco anos depois se formou em Logística e passou nas primeiras colocações.

“Se eu quiser sair da pesca, tenho outro campo de trabalho. Mas a maioria das mulheres não, são dependentes dos maridos. A maioria não vai pro mar, trabalha limpando, manipulando e vendendo o pescado, marisco, ostra e caranguejo. Na cadeia produtiva mesmo. A mulher daqui é igual as indígenas, tem a função de alimentar”, - explica Eliana.

Essas mulheres precisam conciliar as tarefas domésticas e profissionais. Para a mestre em geografia Marina Morenna A. Figueiredo o trabalho da mulher, muitas vezes, é visto como uma extensão do seu papel de mãe/esposa/dona de casa que se superpõe à atividade pesqueira. E para Claudia Lima, da UFRPE, as pescadoras têm de trabalhar e ao mesmo tempo responder às exigências que partem das atividades reprodutivas que estão a seu encargo. Suas vidas, segundo Claudia Lima, estão fortemente marcadas pela condição de pescadora, de mulher e de mãe.

Eliana entrou na pesca através de seu ex-marido, Juninho, pai de seus cincos filhos. Ela o conheceu aos 16 anos em Itariri, cidadezinha próxima a Peruíbe, onde foi criada. Por ter ficado 14 anos casada e não ter família na cidade, ela diz que “agregou a família”. A tia Fátima, da família do Júnior, por exemplo, é uma companheira fiel da Eli, durante o primeiro encontro que tive com Eliana, ela nos acompanhou em todos os momentos. A “Tia” como é chamada foi marisqueira por 11 anos, a segunda mulher que mais pegou marisco na região. Ela tirava das pedras, limpava e vendia. Mas, depois de um tombo de bicicleta e uma cirurgia no joelho não pode mais fazer as atividades do mar, da qual sente muita falta.

Além de ser apegada à família de seu ex-marido, é visível que a principal paixão da sua vida são: Liliane, Juliane, Gustavo, Vinicius e Emanueli, seus rebentos.

Durante seu trabalho na Colônia, ela recebeu uma ligação de uma das filhas perguntando onde ela deveria levar o filhinho para cortar o cabelo.

A mãe coruja, que agora é “vó”, há pouco mais de um ano, leva dois chaveiros com uma foto 3x4 de cada neto. Eles são das duas filhas mais velhas e têm cinco meses de diferença na idade.

“Ontem eu dei um macacão do Homem-Aranha para o Arthur, quando ele engatinha fica na ponta dos pés e levanta a bundinha. Ela deixou mais barato porque era à vista. Moram quatro filhos comigo, saiu uma e veio o neto. Meu filho de 14 anos tá namorando. E ela tem um ciúme do meu negão. Meu filho é lindo, respeitador e se você ficar pesando ele vai te deixar, eu falei pra ela”, conta enquanto mostra fotos dos filhos no Facebook.

“O pai deles me deixou sem nada, fui vender espeto de camarão e hoje vejo meus filhos se formando gente do bem, se encaminhando...”, continua Eliana.

“Esse ano foi um ano de muita alegria”, com os olhos cheios de lágrimas ela fala que seu filho se formou, é um homem de bem, que foi criado com muita dificuldade.

“Meus filhos iam pro mangue tirar ostra e caranguejo. Hoje eu vejo um futuro promissor para eles, meus dois netos têm coisas que os cinco não tiveram. Podem ter um bom carrinho de passeio, motoca de passeio, ter brinquedos e tablet. Meu neto de um ano mexe no tablet, mal eles tinham um carrinho para brincar. A separação veio com uma alavanca na minha vida, eu não me deixei abater com uma depressão, eu virei o jogo da minha vida perante isso”, relembra Eliana.

Quando era casada, Eli não tinha relação com a pesca. Ela começou a se envolver nessas questões quando seu ex-marido conseguiu concluir os estudos e começou a trabalhar na Prefeitura de Peruíbe no setor de Meio Ambiente, foi então que ela começou a ajudar, a fazer relatórios e participar.

“Quando o casamento tava acabando fui buscar algum sustento, buscar recurso. Comecei a limpar peixe e depois vender espeto de camarão no portinho. Ao invés de cair em depressão, eu pirei em estudar. Estava na ânsia de aprender, levei um susto quando vi ele com outra pessoa, fui parar na UTI porque estava grávida da caçula”.

Em nosso reencontro a mãezona está bem à vontade, descalça, livre das sapatilhas que tem usado ultimamente devido o alto nível de acido úrico, com blusa de malha de oncinha e bermuda jeans, estava com seus filhos, limpando sua barraca no Mercado de Peixe, algo que fazem toda quarta ou quinta-feira. Os quatro filhos mais velhos estão ajudando, cada um faz uma coisa, sua ex-sogra também está junto no salão e um dos netinhos em um Baby Jumper, um tipo de andador infantil só que fixo e sem rodinhas. Seus filhos não parecem contentes por a mãe ter saído para ir fazer entrevista. “É mãe daqui, mãe dali”, diz Eliana.

“Comecei vendendo espeto de camarão para sobreviver, de repente uma pessoa me falou: “Faz esse camarão que eu te pago”. A ideia veio automaticamente, eu não precisei procurar, ela veio até mim, então usei a logística do lugar (Mercado de Peixe). Fiz amizade com uma pessoa da ITESP (Instituto de Terras do Estado de São Paulo) e a gente fez o projeto, e veio do Ministério uma barraca Kit Feira do Peixe, para aumentar a vende de peixe no portinho”. Com sorriso no rosto, Eliana conta que em 2009 conseguiu autorização do Ministério e do Município, uniu seus conhecimentos de vários cursos, como manipulação de alimentos, agregação de valor do pescado em processamento e outros. Então, abriu sua barraca Frite seu Peixe na Hora, baseada na Economia Solidária; o pescador entrega o pescado no box do portinho, a mulher do pescador limpa e vende, a Eliana frita e o cliente ganha em preço e qualidade, além de se reaproveitar as matérias primas que seriam lixo.

Depois de vários chamados pela mãe, a matriarca se levanta e vai atendê-los. Depois de uns cinco minutos ela volta aos risos, contando que foi temperar um bife: — Eles colocam o tempero que querem e eu não gosto, por isso eles me chamam.

“Hoje eu gero 40% da renda do Mercado de final de semana. Só eu faço isso, vem pronto pra mim preparar, tempero no saquinho e frito. Algumas pessoas vêm de longe para comer, são mais de 40 mesas e às vezes tem fila de espera. A pessoa só vai pra comer, deixa de comer em um lugar caro e com peixe congelado, e come direto do pescador. Trabalho com sete pessoas e em média são de 60 a 70 kilos de pescado por dia.

Segundo o trabalho de Simone Simões no NUDESE (Núcleo de Desenvolvimento Social e Econômico da FURG), em 2007 existiam pelo menos nove empreendimentos populares solidários acompanhados pela INTECOOP (Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares) formadas apenas por mulheres sendo que cinco deles estão diretamente relacionados ao setor da pesca. Nos outros quatro grupos, as mulheres de diversas vilas pesqueiras se associaram a grupos de trabalho e realizam atividades ligadas ao artesanato com conchas ou escamas de peixes, culinária, reciclagem de resíduos sólidos e artesanato do tipo crochê ou tricô.

As mulheres representam 51% da população brasileira, de acordo com o Censo Demográfico de 2010. Elas também são as mais atingidas pelos efeitos da pobreza e da miséria, sendo que as famílias chefiadas por mulheres com filhos apresentam os maiores índices de pobreza.

O impacto da dupla jornada feminina diminui as oportunidades de qualificação, tornando-as economicamente mais dependentes dos homens. Em muitas famílias, as mulheres ainda são excluídas das decisões financeiras.

Claudia Lima em sua tese de mestrado, acredita que historicamente, mulheres pertencentes a distintas categorias de trabalhadoras que têm sido ignoradas, invisibilizadas e excluídas das esferas de participação e decisão junto a órgãos do governo.

De acordo com a teoria de Simone, a inserção dos pescadores nas diversas etapas do ciclo pesqueiro vem colocando o homem numa posição de destaque nas comunidades, enfatizando o trabalhador-pescador e apaga a figura da mulher-trabalhadora (re) afirmando a invisibilidade de seu trabalho. As lutas pela emancipação feminina, no caso as trabalhadoras da pesca, tendem a recolocar nas mãos das mulheres um poder que nunca foi perdido, mas que está apagado.

Um dos apoios sobre burocracia marítima da Eliana e do Totó, na Colônia, é a Bióloga Marlua Socorro Batista, que já atuou na APA Marinha e hoje pretende ser voluntária na associação Z-5. A jovem acredita que a mulher é essencial na pesca, mas ela é invisível:

— Ela não é enxergada, não é vista como uma trabalhadora. Não é vista como uma pessoa que tá ali limpando o pescado. O pescador só vai pro mar e pesca, mas quando ele chega na terra para vender, quem vai manipular o peixe é a mulher, quem vai preparar pra vender é a mulher, quem vai descascar o camarão é a mulher, quem vai catar o marisco na pedra ou no mangue é a mulher; porque ela tem muito mais destreza. A mulher é essencial, só que sempre foi assim ela não é vista como uma participante desse processo produtivo, dessa classe trabalhadora. Ela não é enxergada, - explica.

Uma das paixões da vida de Eliana é continuar a estudar. Esse é o desejo para os seus próximos passos: — Eu quero fazer direito, enquanto houver ânimo em mim, eu vou estudar, afirma.

“Nessa área (da pesca) as mulheres são sempre muito submissas, é o que os maridos querem, os desejos são sempre depois. Quero atuar na questão feminista, para as mulheres poderem criar independência e não depender só do homem que vai pescar. E se acontecer como foi comigo? Ela fica só. Como vai viver? Do que ela vai viver? Eu penso muito nisso, em poder dar suporte e conhecimento. É o que ninguém pode tirar da gente, o conhecimento”, relata Eliana.

Para mobilizar e ajudar as mulheres de Peruíbe, Eliana criou a Associação Mulheres da Pesca.

“Fizemos toda a papelada, estatuto. Mas quem eu coloquei como tesoureira, duas mulheres não aceitaram. E tem gente que acha que eu vou tirar vantagem, só porque eu ganhei cartões de visita com meu nome e da associação. O grande mal do século é a depressão, porque então não se unir? Conversar. Algumas mulheres que conheço são tristes, elas não saem desse mundo, estão sempre ali a espera do marido. Não tem perspectiva de vida, ainda estamos numa cidade que não tem grande oportunidade”, diz Eliana.

O Totó, presidente da Colônia acredita que a associação não vai pra frente por falta de união.

O moreno baixinho, queimado de sol, que demonstra muito orgulho de ser caiçara é um grande amigo da Eliana. Ele trabalha na Z-5 desde 2006, como voluntário. Antes de assumir a Colônia como sua segunda casa, ele era fanático por futebol. E há 9 anos vive na associação, mas acha que está chegando a hora de partir para outra.

“Nós abandonamos nossa casa pra isso aqui (Colônia). Já fiquei sem ver minha mulher por três dias, tive que ir pra Santos e Iguape nesses dias, tudo sem ganhar nada. Se eu parar não tem ninguém que faça, se a gente correndo atrás já é difícil, se parar acaba. Mesmo assim, ainda falam mal da associação, pra falar de nós tem que ter convivência aqui dentro, porque criticam muito. Tem que participar e não tem participação”, conta Totó.

Antônio Ribeiro do Prado, o Totó, pesca desde os 18 anos e vive da pesca: — Vivo como Deus dá, Deus multiplica o pouco que a gente tem. Já tentei trabalhar como motorista, mas não gostei, relata.

Eli e Totó ao falar sobre a rotina da Colônia relembram momentos juntos e contam várias histórias. Juntos já sofreram acidente no carro do Totó indo para Santos resolver assuntos da Colônia – um dos motivos, aliás, que eles estão solicitando para a Prefeitura a doação de um carro usado, para uso da associação. Recordam também de como foi para ambos começar a falar em público e contam rindo sobre as leituras de leis e decretos que precisam interpretar.

Assim que os dois conseguirem fazer uma nova eleição para a Colônia de Pescadores Z-5, quando tiverem autorização do cartório, devido erros da chapa anterior, Eliana assumirá a presidência do local.

Em 109 anos de existência da Z-5, Eli é a primeira mulher atuante da associação e ela conta um pouco de como é isso:

“Ouço muito: Cadê o presidente? Eles estranham uma mulher pra falar coisa de pesca. E quando encontram o presidente, ele fala: Eliana, faz isso pra mim. Cai pra mim de qualquer forma. No começo encontrei preconceito, até das próprias mulheres, elas não sabem o potencial que cada uma tem.”

O local onde fica fixada a barraca Frite seu Peixe na Hora era para estar no chão. O lugar, que faz parte do portinho, ia virar um estacionamento. O espaço de 930 metros abriga um grande salão com chão de cimento cru, assentado por Eliana e seus filhos, feito com recurso próprio. A pintura azul das muretas que separam o espaço do rio, também foi pintado pela família.

O Mercado de Peixe existe há 32 anos na cidade, ele fica beirando exatamente onde o mar e o rio preto de Peruíbe se encontram, com vista para enorme e verde Serra da Juréia do Itatins, reserva ecológica da cidade. O cheiro de peixe cru é muito intenso, e vem por todos os lados, e fica muito mais presente cada vez que a brisa do mar bate mais forte. O odor parece vir do rio onde ficam atracados os barcos de pesca e são jogados restos de iscas e pescados trazidos do mar, mas em terra já são consumidos pelos urubus que ficam ali a espera de alimento. Durante a semana o local é tranquilo, na maioria das vezes é frequentado por pescadores e suas esposas com os filhos, alguns deles são donos de um dos 30 boxes de venda de pescado do lugar, outros são apenas pescadores. O silêncio interrompido pelo barulho do mar e do rio e a calmaria dos vários gatos e cachorros que ficam no local só são rompidos aos finais de semana, quando o portinho recebe a freguesia.

Nesse terreno, desde 2009, também existe uma fábrica de gelo. Mas, o lugar que lembra um contêiner está abandonado, coberto por redes de pesca esquecidas e as paredes brancas estão cheias de mofo. Uma placa que foi derrubada está apoiada por um galho, fechando a porta do local. A placa é do Governo do Estado de São Paulo e diz que foram investidos R$ 107.333,99 na fábrica de gelo, suas obras seriam iniciadas dia 19/2/2014 com prazo de 6 meses para funcionar. Porém, o local nunca teve documento. Eliana e Totó contam que só funcionou por dois dias, pois a CETESB solicitou os documentos, mas a prefeitura não possui licença ambiental, somente instalou.

“O Governo doou a fábrica, mas a seção do terreno não é dela. No verão o índice de consumo de gelo é muito grande, o pescado precisa de gelo e a gente fica na mão de uma única empresa. O lugar tá apodrecendo, estragando e não pode ligar. Precisa de laudo e licença ambiental, é um elefante branco. O terreno pertence ao Estado, exatamente a união, mas o estado já abriu mão, e falou no Diário Oficial que se for doado tem que ser um Centro de Venda de Pescado. Tem vários projetos pra acontecer, mas não acontecem pela titularidade do terreno. Sendo nosso, a gente consegue a licença. A gente tá tentando a posse do terreno nos órgãos da marinha, a Prefeitura não se interessa e não inviabiliza nada. O gás que veio é amônia e querem o neon. Mas, Iguape tem a mesma fábrica com o triplo de gás e funciona exatamente igual e sem nenhum empecilho. Isso é briga política. A Prefeitura não vai desembolsar nada, tem emendas parlamentares, editais... Mas tem sempre picuinha”, finaliza Eliana.

Para ela o projeto do terreno é com um olhar voltado para a Economia Solidária e a Cultura Caiçara. Já foram realizadas a Festa da Tainha e o Festival de Ostra, tudo para agregar valor e ter geração de renda.

“ Agora, tem uma pessoa aí que cresceu...Quer tomar contar, quer promover outros eventos no espaço, já que foi feita a Festa da Tainha. A gente tem arrumado devagarinho, eu com meus recursos, não pedi pra ninguém. Tá passando abaixo-assinado pra ter outros eventos e sem ser voltado pra cultura caiçara. Eu falei que não é assim, tem que ir devagar. Não é assim eu vou fazer!, - fala Eliana. O Totó conta que tem muito 171 por aí e que ele já avisou a Eliana pra tomar cuidado.

Na tarde da quarta-feira do dia 14 de agosto, aconteceu também nesse espaço a 1º Reunião de Economia Solidária de pescado e sushi para mulheres. O encontro foi marcado às 14h, segundo a Eliana, esse horário dá tempo de as mulheres buscarem os filhos na escola e darem almoço para eles e para o marido. Assim como Eli, que estava com seus filhos e netos antes de ir para o portinho.

Em um entra e sai no galpão aberto, ficou em média 12 mulheres, a maioria marisqueira. Esse primeiro encontro é um curso de preparação de comida japonesa, para agregar valor ao pescado, organizado pela Colônia dos Pescadores com parceria da SOF (Sempreviva Organização Feminista), ministrado por Vivian Ferreira Franco, que dá assistência técnica para mulheres pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário.

As mulheres estão sentadas nas cadeiras de plástico em conjunto com as mesas do mesmo material, ambas são da barraca Frite seu Peixe na Hora.

Enquanto passa o livro de Ata que Totó pediu pra Eliana levar, Vivian improvisa uma lousa de cartolina e começa a falar sobre o beneficiamento do pescado. Os olhares são bem tímidos e curiosos diante de um monte de coisa que estava em cima das mesas, arroz japonês, uma garrafa de molho shoyu, folhas de algas, esteirinha de madeira, molho tarê e vasilhas - tudo isso é novidade para a maioria das mulheres que estão ali. Vivian fala:

—  Hoje vamos pensar na melhoria do trabalho de vocês e agregar mais valor. Uma coisa que se vende por R$ 28 o quilo, de repente se você colocar 80 gramas pode vender por R$ 20, que é o temaki, um conezinho de peixe e arroz, por exemplo. Alguém sabe me dizer por que a comida japonesa traz essa possibilidade de agregar valor ao pescado de vocês?

—  Vai complementar a renda, responde uma pescadora dona de um dos box do Mercado de Peixe, que está acompanhada pelo filho e a netinha.

—  Isso mesmo. Vocês têm a principal matéria-prima aqui, ressalta Vivian.

Algumas mulheres chegaram depois que a reunião já tinha começado, uma delas está de bota branca, tipo galocha, veio direto do box que estava trabalhando.

Do início ao final da reunião, Eliana não sentou em nenhum momento. Ajudou a preparar o arroz japonês, foi atrás dos ingredientes que faltavam, brincou com crianças que estavam lá, auxiliou a Vivian, ligou para o filho trazer uma garrafa de água gelada para as mulheres beberem e mesmo assim, participou ativamente do encontro.

Celebração

No dia 7 de agosto à noite, o salão do portinho recebeu uma celebração especial: o aniversário de 40 anos de Eliana.

“Eu fiz, mas num tinha ninguém. Só veio um grande amigo meu, minha mãe, meus filhos e meus netos. Era um aniversário de 40 anos e olha, o bolo era numa forma só. Só tava nós, nem minha sogra eu chamei”, conta a aniversariante dessa noite.

O único amigo presente na festa é o “velho”, como ela se refere: “Meu grande amigo, foi quem mudou minha história. Porque ele me apresentou o projeto. E eu falei: Não, é isso que eu quero. Ele me apresentou comunidades, pessoas que eram bem mais miseráveis e mudaram de vida. Eu abracei com amor. Ele tá sempre presente na minha vida, é uma troca. Ele me ajudou a ver essa paixão, porque ele é assim. É diferente quando você tá ali porque necessita, você tem que ter paixão por aquilo que quer desenvolver”, completa.

Desde sua separação, Li conta que não tem vida social, é mãe em tempo integral, agora avó também. Quando está sozinha não sai, prefere ler, diz: “Meu lado pessoal quase não existe, é mais meu trabalho e o amor. O meu trabalho são meus filhos e eles são o meu trabalho, é uma troca. Eu vou na igreja, agradeço à Deus, sou evangélica, mas não fervorosa, vou pra agradecer. ”

2009: Início de um novo ciclo

“São as pequenas coisas que me movem. Eu tô aqui pela comunidade, não pra vender só meu peixe, é pra vender o do mercado inteiro. Eu sou capacitada, eu fui buscar conhecimento pra isso. Como é a melhor forma de preparar e não ter contaminação. Fui estudar dentro do centro de tecnologia do pescado, aprendi a fazer linguiça de peixe, hambúrguer, outras coisas que não só vender o cru”, relata.

Sua barraca funciona de sexta-feira à domingo, os quatro filhos mais velhos ajudam a mãe aos finais de semana, ela paga eles como funcionários.

O dia que fui visitá-la era um domingo quente, a praia estava cheia e as mesas da barraca da Eliana estavam disputadas. Todo mundo se ajuda, até a caçula vai pra ajudar, ela fica de olho nos seus pequenos sobrinhos. A família está reunida, o ex-marido da Li também colabora com a trabalheira, além de um genro e uma nora ajudarem. De camisa social larga, de cor verde-oliva, suja de farinha, bermuda jeans e sapatilha cinza Eliana comanda sua tropa e se divide entre atender e cumprimentar clientes fiéis, fritar peixes, delegar tarefas a sua equipe e olhar a tainha que está na brasa.

A casa que Eliana mora com seus filhos é da sua sogra, talvez por esse motivo seu ex-marido viva na casa. “Eu não gosto de desconforto, gosto de todos perto. Eu não crio conflito familiar. Convive e trabalha todo mundo junto”, diz Eli.

A única renda de Eliana é de trabalhar aos finais de semana, a qual é dedicada ao sustento de seus filhos.

“Eu tenho um apartamento, mas eu tenho fobia de altura e de ficar presa lá em cima. Eu pago ele pros meus filhos. Vou construir minha casa, do meu jeito, do meu sistema. Fazer de um jeito que eu posso carregar meus filhos... Vai ser igual uma pousada, cada um com seu banheiro, tudo separado. Quero todo mundo junto”, revela Eliana.

A primeira capacitação da Eli na área da pesca foi através do artesanato, ela conta: “Estava fazendo alguns cursos relacionados ao pescado, até que participei de uma reunião em Brasília, que vi o artesanato de escama de peixe. Vi o trabalho das mulheres de Recife, pedi umas dicas e comecei a produzir. Eu mesma saí inventando. Uma vez estava em um workshop de estudo de pescado, e uns argentinos fizeram eu montar peças na hora, nunca vendi tanto artesanato em um dia só, fiquei até assustada. Não entendi nada e um cara do turismo ficou traduzindo e me ajudando”, relembra a história rindo.

“Não precisa tirar tudo do meio ambiente. Já fiz muita oficina de artesanato, de escama do couro do peixe, agora tô sem tempo. Você tira do lixo pra fazer dinheiro, que é a sustentabilidade. Não preciso comprar, a gente tem o material ali, você só trabalha o design. Aqui são poucas mulheres que fazem isso. Já fui para Caraguatatuba, Rio das Ostras... É maravilhoso, você trocar conhecimento, você dá aula e acaba carregando uma bagagem. Você dá um pouco de si, mas traz muita bagagem. Já sai no jornal do Guarujá, fazendo uma Iemanjá com trabalho de escama”, conta enquanto mostra fotos e a matéria do jornal no Facebook.

“Eu comecei a obter conhecimento, antes eu era só mãe. Em 2009 fui indicada como delegada para a Conferência de Desenvolvimento Rural e Sustentável. Nunca tinha viajado pra fora, me senti em uma lua de mel. Daí em diante, ganhei confiança do que realmente eu era e da minha capacidade. Em 2009, eu sai do mangue e fui subir a rampa do Planalto, literalmente”, conta Eliana emocionada.

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Vivian Maier: As lentes sensíveis da babá-fotógrafa em exposição no MIS

Fotografar o mundo com originalidade e intensidade é um grande desafio para quem registra olhares, paisagens e retratos. Por volta de 1950 e 1960 isso parecia uma diversão para Vivian Maier, uma fotógrafa de rua nas horas vagas e babá como profissão. As paisagens urbanas, crianças, mulheres e a vida de gente simples surtiam como presente para a lente dela.

Presente também foi uma das maiores descobertas que John Maloof encontrou. Em 2007, o corretor de imóveis e historiador ocasional arrematou em um Leilão uma caixa com negativos e fotos antigas, ele acreditava que tinha adquirido apenas mais material sobre um livro que escrevia, nela continha negativos e fotografias, uma coleção de imagens urbanas dos anos 60.

Os anos 60 para os biógrafos Cahan e Willian recebeu um “olhar faminto”, que devora tudo que vê a sua volta: de Vivian Maier. “Ela soube capturar sua época em uma fração de segundos. Narrou a beleza das coisas comuns, buscando as rachaduras imperceptíveis e as inflexões fugidas do real dentro da banalidade cotidiana”, descreve Anne Morin, curadora da exposição sobre a fotógrafa.

A Exposição O Mundo Revelado de Vivian Maier, contém 101 fotografias, cinco folhas de contato e nove filmes gravados em super -8mm. Estas imagens e outras milhares de autoria de Maier, são verdadeiras obras primas, que tornaram-se um dos maiores tesouros fotográficos do século 20.

É ai que a história de John e Vivian se cruzam, em seu baú arrematado no Leilão, ele encontrou uma surpresa: 30 mil negativos e 1.600 rolos de filmes não revelados. Lá encontrava-se um leque infinito de personagens e paisagens urbanas, um dos retratos mais surpreendentes das ruas de Chicago e Nova York, todos registrados pela babá-fotógrafa.

Em 2009, o corretor tentava desvendar quem era esta mulher que possuía um olhar tão sensível que poucas pessoas conseguem enxergar. Nem a internet conseguia respondê-lo, em suas buscas encontrou um breve obituário sobre a babá: “Vivian Dorothea Maier, francesa de origem e moradora de Chicago nos últimos 50 anos, faleceu em paz na segunda-feira. Foi uma segunda mãe para John, Lane e Matthew. Sua mente aberta tocou a todos que a conheceram. Sempre pronta a dar sua opinião, um conselho, uma ajuda".

A partir disso, John não perdeu tempo e foi tentar desvendar a vida dela. Vivian Maier nasceu em 1926 em Nova York, filha de pai austríaco e mãe francesa, ainda bebê mudou-se para uma pequena cidade na França, onde passou a maior parte da infância e adolescência. Sua paixão por fotografia começou lá, em 1949, com uma câmera amadora rudimentar, Kodak Brownie. Aos 25 anos, voltou para Nova York e começou a trabalhar como babá, profissão que realizou durante 40 anos, entre Nova York, Los Angeles e Chicago, além de sempre fotografar, uma paixão que teve até o fim da sua vida.

A babá jamais foi vista sem a sua Rollei pendurada no pescoço, ela usava durante passeios com as crianças, idas ao dentista, viagens, dentro de casa e para onde ia. Para o crítico e curador Rubens Fernandes Junior, fotografar com uma Rolleiflex, formato médio 6x6, e mais tarde as Rolleiflex 3.5T, 3.5F, 2.8C, uma Leica IIIc, além das Ihagee Exakta, Zeiss Contarex, entre outras, nos anos 50 demonstra sua exigência em relação a qualidade da imagem. “Significa também, arrisco dizer, que ela provavelmente estava observando os fotógrafos do período”, completa.

Sua coleção de imagens tem quase 150 mil negativos, além de 3 mil fotos impressas, centenas de rolos ainda não revelados e filmes de 8mm gravados por ela. Durante sua vida, nada disso veio à tona, até onde as pesquisas encontraram. Ela não deixou pistas sobre quem realmente foi. Nunca foi casada, sem filhos e nem amigos próximos, ao se aposentar deixou seus pertences em vários guarda-móveis da cidade. Com passar dos anos foi morar em um abrigo e suas coisas ficaram esquecidas, desta forma chegando nas mãos de leiloeiros. Sua história provoca muita curiosidade para seus admiradores.

“O mundo dela eram os outros, o desconhecido, as pessoas anônimas que Vivian Maier tocava por um segundo, de modo que, quando registrava com sua câmera, primeiro era uma questão de distância - a mesma distância que transformava aqueles personagens em protagonista de um acontecimento sem importância.”, conta Anne Morin.

Surpreenda com o trabalho da babá-fotógrafa com a exposição O Mundo Revelado de Vivian Maier, que acontece no MIS, em São Paulo.

 

Exposição Poesia & Caligrafia reúne artistas que inspiram nosso dia a dia

São Paulo é sinônimo de caos, metrópole e correria. Assim, como outras capitais e cidades grandes, onde algumas pessoas estão no automático e acabam esquecendo ou não tendo tempo para sentir e curtir as coisas simples da vida e do dia a dia. Porém, o meio urbano também pode ser sinônimo de inspiração, criação e poesia. No fim de outubro foi inaugurada a exposição Poesia & Caligrafia que traduz exatamente esse olhar sensível diante do meio urbano.

O grupo seleto de cinco artistas, inspiradores urbanos mostra ao público suas obras, arte e poesia que levam inspiração para o nosso dia a dia. Com a rotina, acabamos deixando um olhar sensível de lado, e eles resgatam exatamente isso e inserem no nosso cotidiano de uma maneira uma simples e de uma forma que já faz parte da nossa rotina: através do Instagram.

Próximo ao Centro de São Paulo, na principal rua que reúne arte, moda e arquitetura, os artistas apresentam suas mensagens. A Urban Arts, na Oscar Freire é o palco ideal para reunir esse time que fala de amor, saudade, gentileza, tempo, otimismo, oportunidades e tudo mais que nos move da forma mais singela e intensa.

Pedro Antônio, criador da página @eumechamoantonio considera que tudo que faz parte do meio urbano é inspirador, o cotidiano, a rua, a vida real, os muros grafitados, as pessoas que passeiam, o nome dos edifícios... “Criar mais é do que colocar nosso olhar (nossas vivências) para dar um outro olhar em uma visão que já existe (nossas referências) ”, completa.

Para quebrar a timidez e romper seus próprios silêncios, ele deu voz ao Antônio através de frases rabiscadas em guardanapos, ele acredita que muitas pessoas passaram a se identificar com a sua poesia porque ela traz em cada verso e em cada desenho, incontáveis caminhos interpretativos. “E, cá entre nós, todo mundo tem um silêncio para romper ou uma timidez para quebrar (risos)”, diz.

Para Pedro Cordeiro, do @umcartao, a inspiração mora dentro da gente, mora ao nosso redor, mora na música que a gente ouviu no carro, mora no filme que tá em cartaz no cinema. A inspiração vive latente esperando que a gente a encontre, a procure, a vasculhe. De repente só falta um estalo, uma fagulha, um clique ou um cartão. “Eu não inspiro as pessoas. Elas se inspiram. Eu sou só um coração na ponta da caneta”, revela.

O “Um cartão” nasceu por causa da necessidade do autor em abreviar sentimentos. Foi então que teve a ideia de transferir a interpretação, que antes era só dele para as pessoas. Aprendeu com os cartões que a gente pode sim sair de si para marcar o outro. Aprendeu que um cartão pode mudar tudo. Literalmente. Ele acredita que os meios explicam tudo, e sem eles não seríamos capazes de abrir os olhos do coração para tudo o que nos cerca e nos emociona de alguma forma. É uma questão de percepção, de querer, de vontade em encontrar as coisas bonitas ao longo. O meio pode ser urbano ou não, mas o amor é e sempre vai ser o nosso fim.

O calígrafo Fábio Maca, @fabiomaca acredita que uma frase é um portal: “Vamos para aquele lugar, para aquela história. A frase nos faz lembrar da nossa própria história, lembramos de alguém que é ou foi especial, nosso coração se acalma ou acelera. Despertamos para algo que não sabíamos. Ou não, apenas nos distraímos por um instante – e isso basta”, completa.

Para ele, a vida é a inspiração: “Nossos encontros, desencontros. O acaso que nos dá uma chance, a sorte que nos abandona. O carro que espirra água no pedestre, o elevador que pifa. Onde há vida correndo, há algo para dizer”.

O Lucas Cândido, do @blogdolucao acredita que tudo serve como inspiração quando a gente consegue observar o que acontece ao nosso redor: “Acredito que a inspiração é fonte de uma observação constante das pessoas com o seu meio. Nesse sentido, o meio urbano é um meio riquíssimo. Imagina o tanto de pessoas e o tanto de histórias que passam por nós o tempo todo. E não só pessoas, mas as paisagens urbanas também são fonte de inspiração, suas formas e os detalhes podem ser uma nova história a ser recontada.

Sua página nasceu para tentar diminuir a timidez e a escrita acabou se tornando uma paixão, um vício. Hoje escreve sobre os mais diversos temas, mas amor e saudade são seus temas preferidos. Para ele o seu trabalho inspira o dia a dia das pessoas, fazendo-as refletirem mais sobre a vida, aliás não só sobre a própria vida, mas sobre o tanto de vida que existe ao nosso redor. “A poesia é essa pausa que traz alívio e a vida de volta pra gente”.

Escuto muitos leitores contando o quanto a poesia fez bem para eles em certos momentos da vida. Imagina... A poesia, de repente, muda o curso de uma vida... É dessa forma que eu acredito que o meu trabalho inspira o dia a dia das pessoas. Mas não chamaria isso de "o meu trabalho", mas sim de "a poesia", que é toda nossa”, conta.

O meio urbano se torna tão presente na criação desses artistas, que foi assim que nasceu o Letras Garrafais, de Alessandro Novello. O projeto só nasceu por causa desse meio, é por essência uma gentileza urbana.

“Ele só acontece quando eu vou pra rua e distribuo as garrafas para quem achar levar embora, se quiser claro. Por outro lado, é o meio urbano que me abastece de informação e sentimentos que também são refletidos nas minhas frases. A série criada para a coleção da Urban Arts é uma prova disso. O poema "Verdades Caladas" fala de uma cidade em que as pessoas não enxergam o que estão vendo, não dão atenção ao que as contorna, muitas vezes não se preocupam com as pessoas que cruzam seus caminhos. E essa miopia me inspira e desafia a fazer ainda mais as minhas intervenções”, completa Alessandro.

As Boas Surpresas da Vida

O trabalho dos cinco artistas traz de uma forma simples e marcante Boas Surpresas para nossas vidas. Pode ser ao ler uma linda frase no Instagram, dedicar o poema de algum deles para uma pessoa especial, receber de alguém especial ou ver na timeline de um desconhecido.

O escritor Lucas Cândido acredita que a correria nos rouba as coisas pequenas e belas que acontecem nesse dia a dia, mas mesmo assim, as boas surpresas acontecem. “Essa aparente robotização das pessoas nas metrópoles na verdade é o ambiente ideal para as surpresas acontecerem. Quando estamos presos demais a uma rotina, uma surpresa como a poesia pode nos tirar desse universo duro e nos levar a um universo mais lúdico, fantasioso... A poesia é esse alívio todo. A poesia é essa vida toda também”.

Assim como ele, Pedro, o autor do “Eu Me Chamo Antônio” também considera que a poesia é essa pausa que todo mundo precisa. “Eu acredito que as pessoas estão cada vez mais em busca de um alívio, de algo que as faça esquecer o caos do dia a dia. Uma mensagem bonita, uma foto agradável ou um quadro delicado sempre terão espaço na nossa correria.”

Para levar boas surpresas para o dia das pessoas mesmo com a correria rotineira, Alessandro crê que não é preciso ter um projeto especial para isso. “Já notou como um estranho se surpreende quando você, que nem o conhece, o saúda com um bom dia? ” Ele conta que com o Letras Garrafais isso acontece com frequência. “As pessoas que encontram as garrafas ficam bem felizes, chegam a duvidar que aquilo é para elas, muitas delas fazem questão de agradecer. Tem gente que diz "mudou o meu dia!". Não tenho toda esta pretensão, mas quando isso acontece, eu percebo que aquilo que eu faço de forma tão simples e despretensiosa acaba sendo muito importante para outras pessoas. E que, mesmo sem saber a quem, eu estou levando um pontinho de felicidade para alguém. ”

“As boas surpresas estão e sempre vão estar ao nosso alcance, basta a gente querer”, diz o Pedro, do “Um Cartão”. “Não existe impossível pra quem escolheu procurar e encontrar o lado bom de tudo. É fácil, não dói, não precisamos pagar, é só canalizar a nossa vontade pra gentileza, pra educação, pra gratidão que tudo chega. Simples assim.”

Exposição

Poesia & Caligrafia acontece até o dia 9 de novembro na Urban Arts. A mostra reúne cerca de dez peças de cada artista. Entre cartões, tinta acrílica, pincel sobre papel, guardanapos e garrafas, será possível conhecer um pouco mais de cada artista. Cada um com uma proposta única, mas todos admiradores da caligrafia e da poesia.

 Serviço:

Poesia & Caligrafia

Urban Arts – Oscar Freire, 156, Jardins, São Paulo – (11) 3081-6142

Até 9 de novembro (segunda a sábado, das 10h às 19h e domingo, das 12h às 18h)

www.urbanarts.com.br

Love it Forward List: envie amor através de cartas para pessoas que estão passando por momentos difíceis

Na era de e-mails, mensagens rápidas e redes sociais, receber uma carta escrita à mão é um verdadeiro ato de carinho e dedicação. Para Carol Arêas, o poder de uma carta manuscrita no mundo digital é gigantesco. Ainda mais receber cartas com mensagens direcionadas a você e preparadas no maior capricho. As cartas são como uma mensagem de esperança para as pessoas. Elas dizem que não só as ajudam no momento específico, mas servem como incentivo para os dias que vêm pela frente.

Com o intuito de ajudar as pessoas e enviar boas vibrações nasceu o Love it Forward List, uma linda corrente do bem.

O Love it Forward List é uma lista de pessoas que entram em ação, através de cartões/cartas/palavras de amor, quando é preciso enviar um pouco de carinho e apoio para alguém passando por um momento difícil. 

O projeto nasceu há pouco mais de um ano, foi um desdobramento natural do meu primeiro projeto, Word Rocks Project, de Carol Arêas. As pessoas, devido ao WRP, começaram a lhe mandar muito pedidos de ajuda. Pediam cartas para pessoas em hospital, cartões de aniversário para quem não tinha amigos, ajuda financeira. Ela conta: “No começo, eu consegui dar conta de ajudar sozinha. Mas à medida que os pedidos foram aumentando, chamei os melhores amigos para ajudar e a família. Depois vieram os amigos dos amigos. Até que um dia pensei: preciso oficializar e tornar maior para assim poder ajudar mais e mais pessoas. E aí nasceu o Love it Forward List.”

O propósito do projeto é ENVIAR amor ao outro justamente para estimular o cuidado e carinho com o próximo. Forward significa ‘para frente, adiante’. A lista é justamente para passar amor adiante.

Carol diz que são muitas histórias emocionantes e o empenho dos voluntários é maravilhoso. E uma das histórias que mais marcou aconteceu há alguns meses: “Um menino autista estava em crise, fora da escola e sem sair do quarto, pois a ansiedade dele era aguda. As cartas fizeram tão bem a ele que passou a sair todos os dias para checar a caixinha de correios. A correspondência e o amor das pessoas o fizeram superar os próprios limites e medos”.

Outro depoimento que marcou bastante foi de uma moça nos Estados Unidos que está em tratamento de câncer: “As cartas têm chegado e trazido sorrisos ao nosso mundo. Muito obrigado por sua gentileza e cuidado. O amor é contagioso! Obrigada por tudo o que você faz para espalhar alegria na vida das pessoas! Eu acredito que isto faz a diferença no mundo!”

Carol explica que depois que recebem os primeiros envelopes, as pessoas começam a aguardar com ansiedade os próximos e aquilo se torna o ponto alto do dia. Costumam dizer “nem imaginava que existia tanta gente maravilhosa no mundo”.

 

“Como eu falo sempre sobre participar do projeto: são 20 minutos da sua semana que fazem a diferença na vida de uma pessoa”, completa.

Para participar é muito simples, mande um e-mail para loveitforwardlist@gmail.com com o título QUERO FAZER PARTE. Com certeza, você fará o dia de alguém se tornar especial!

O Que Eu Trouxe na Bagagem: Jovem ganha bolsa nos EUA e cria projeto para ajudar comunidade

A história do jovem Gerson Saldanha é daquelas que inspiram e transmite garra e vontade de conquistar o mundo. O carioca de 25 anos, filho de pedreiro e dona de casa, criou o projeto O Que Eu Trouxe na Bagagem.

Em 2009 ingressou na Marinha como soldado e se formou como soldado-barbeiro, função que cumpriu entre 2012 a 2015. Um dia encontrou um recorte de jornal que foi decisivo em sua vida, lá estava anunciado um concurso cultural para ganhar uma bolsa de intercâmbio nos EUA. Para ser escolhido era preciso fazer uma redação em inglês, Gerson aprendeu a dominar a língua de forma autodidata, escutando músicas, vendo séries e filmes internacionais. Ele só teve aula de inglês no ensino médio, mas isso não foi empecilho para ele participar do concurso.

E, como dizem, a sorte bateu na sua porta e aquele jornal não era obra do acaso. O garoto conseguiu a bolsa de intercâmbio! Ele sabia que tinha chances, e conta que recebeu uma inspiração divina para escrever seu texto. Ele conta: “Quando veio o resultado, a ficha não tinha caído e, para falar a verdade, dois anos depois parece que ainda não caiu”.

Seu primeiro intercâmbio foi para Seattle, em 2013, foram 3 semanas. Depois, ele fez mais um para Londres, de 2 semanas, em 2014 e outro para Nova York de um mês, em 2015.

Depois de todas essas experiências a vida de Gerson mudou: “Passei a ver como as coisas funcionavam bem lá fora e queria trazer um pouco disso para cá! Só que o que mais me chamou a atenção foi a quantidade de informações que eu peguei com os brasileiros que encontrava por lá, sobre bolsas de estudos gratuitas, ou financiadas por terceiros. Queria explanar isso aqui na minha comunidade”, ele relata.

E assim nasceu o projeto "O Que Eu Trouxe na Bagagem" que consiste em levar até as escolas públicas do Rio de Janeiro informações de intercâmbio que podem ser acessíveis a todos e que tem diversas bolsas de estudo espalhadas por aí. O que falta não é o dinheiro e sim informação.

No início, em 2015, Gerson ia nas escolas e fechavam a porta na “sua cara”, achavam que ele ia vender algo. Seu objetivo era palestrar para os adolescentes para que eles ficassem sabendo das oportunidades que rolam pra estudar fora. 

Seu público é para a galera do ensino médio, e eles adoram! O jovem conta histórias engraçadas, perrengues que passou com choque cultural, entre outras coisas que fazem os estudantes se sentirem inspirados a fazer o mesmo.

Além, das palestras ele também criou um canal no YouTube para divulgar informações de intercâmbio e uma página no Facebook.

Conheça o Projeto Olha pra Mim, que transmite a formidável beleza dos olhares

Na correria do dia a dia acabamos não dando importância para gestos essenciais e que têm um grande significado, não é mesmo? Um deles, que muitas vezes passa batido, é o olhar.

Dando a devida importância a esse ato tão singelo, admirável e extraordinário Thiago Santos e Cristiano Collyer criaram o lindo projeto “Olha pra Mim”. Segundo a dupla, o olhar pode mudar a forma de pensar, expressar sentimentos, trocar energia, conscientizar que somos iguais independente das particularidades de cada ser humano.

A ideia surgiu em 2014, em Recife cidade onde nasceu e até então morava Thiago. Tudo começou com uma brincadeira, uma amiga sua falou a frase: “Olha pra mim!” e ele fez a foto do seu olhar. A partir disso se iniciou uma sequência de fotos de amigos e logo depois de desconhecidos.

No início as fotos eram feitas com Iphone e postadas no perfil pessoal do Thiago no Instagram. Em 2015 o fotógrafo se mudou para São Paulo e criou um perfil próprio para o Projeto e uma página no Facebook.

O Projeto Olha pra Mim é um projeto fotográfico e social que tem como objetivo de realizar uma humanização social através do olhar, mesclando os mais variados olhares possíveis, desde os esquecidos e marginalizados pela sociedade até os cultuados por ela. Além de despertar uma afinidade entre os espectadores e o olhar da pessoa fotografada, independente da personalidade, raça, religião, classe social e sexualidade.

Já são mais de 500 fotos feitas em Recife, Belém, Rio de Janeiro e São Paulo. São olhares de pessoas que cruzam o dia a dia do fotógrafo, que entram em contato pelas mídias sociais ou que são convidados a participar. Todas as fotos postadas até o momento foram feitas pelo Thiago Santos.

E aí, vamos nos olhar mais?

 

Redação publicitária

Móveis Eco

Sustentabilidade e charme

A preocupação com o meio ambiente motiva a busca por alternativas ecológicas e hoje em dia, a sustentabilidade é possível em diversos aspectos da nossa vida. Mas como ajudar a natureza sem abrir mão do conforto da casa? Aqui no iBacana temos alguns móveis que vão fazer o seu lar ficar eco chic unindo uma linda decoração a um pensamento sustentável. São diversos produtos que vão deixar seu ambiente agradável e charmoso. Deixe o clima sustentável invadir a sua casa. Inspire-se!

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Aromatizantes

Aromatizador de ambiente

Nada melhor do que chegar em casa e ter todo ambiente perfumado, este é um dos poderes dos aromatizantes, além de promoverem a sensação de bem-estar e relaxamento, decoram os ambientes. Você pode escolher um aroma diferente para cada ambiente da casa, são diversos cheiros para todos os cômodos, cada um com sua particularidade e trazendo uma sensação diferente. Cada fragrância transmite efeitos diferentes; para ambientes mais despojados e joviais é indicado, florais, como lavanda, já os florais com toque mais doce, são para lugares mais românticos. Os aromas cítricos deixam o espaço mais alegre e tranquilo, e para escritórios, e locais mais sérios e clássicos, a sugestão são as fragrâncias amadeiradas. Deixe sua casa mais agradável com aromatizantes, no iBacana você encontra as melhores marcas. Surpreenda-se!

Deixe todos os cantos da sua casa perfumados e com fragrâncias inesquecíveis, temos diversos tipo de aromatizantes como difusores, sachês, sprays, kits e papéis perfumados para os seus ambientes. Clique e Confira!

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Móveis Provençais

Clima acolhedor e charmoso

Nos séculos 16 e 18 os móveis da realeza francesa possuíam características luxuosas, e as famílias camponesas que não podiam manter esse luxo adaptavam a decoração de seus móveis , utilizando maneiras criativas e artesanais para esconder os defeitos da madeira de baixa qualidade. Com o tempo o móvel envelhecia e a pintura descascava aos poucos, o que levou a criar o estilo provençal e anos depois ganhou evidência e se tornou sinônimo de elegância e sofisticação.

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Decoração Vintage

De volta aos velhos tempos

O estilo vintage relembra dos anos 20 a 60, trazendo lembranças dos tempos antigos que deixaram muitas saudades. Esse ar nostálgico nunca deixou de fazer sucesso na decoração, e por mais que retome os velhos tempos, está sempre na moda. A decoração vintage dá um toque charmoso para o ambiente, e para inserir a tendência em sua casa o iBacana selecionou móveis, espelhos, cabideiros, estantes, luminárias, quadros, placas decorativas, objetos pin up e muito mais que levam o retrô para os seus espaços. O estilo vintage faz você voltar no tempo e se sentir na casa dos avôs, traz lembranças que nunca queremos esquecer, por isso leve a tendência vintage para você!

 

Emoção sobre rodas:  capacete Ayrton Senna - Tricampeão Mundial 1991

Faltando 20 voltas para completar o GP do Brasil, a 4ª marcha do carro “pulou fora”; nas últimas 7 voltas também parou de funcionar a 3ª e a 5ª marcha. Com esforço extra, Ayrton Senna conseguiu guiar o carro apenas com a 6ª marcha. A chuva começou, e a competição estava acirrada, faltando apenas 3 voltas. Diante desta situação desafiadora, Senna, com sua garra e coragem, venceu pela primeira vez uma corrida no Brasil e viveu um dos momentos mais emocionantes da sua carreira. Essa é a sua oportunidade de levar para sua casa um dos maiores símbolos dessa vitória: a réplica do capacete de Ayrton Senna, o ícone de seu histórico e inesquecível Tricampeonato.

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Exclusivo Elvis Presley: Violão personalizado por Marcinho Eiras

- Violão customizado Elvis Presley, desenvolvido com exclusividade por Marcinho Eiras

- Personalizado por um dos maiores guitarristas da atualidade

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O BPF tem uma exclusividade para os fãs do Rockabilly. Conquiste um incrível violão inspirado no Rei do Rock, desenvolvido por Marcinho Eiras para o BPF. Imperdível! 

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Leve seu amor as alturas com passeio de helicóptero. O romance está no ar!

Surpreenda quem você ama! Comemore datas especiais com uma noite inesquecível e cheia de surpresas. Presenteie o seu amor de forma criativa e única, com o Passeio Night Air e tenha o momento mais romântico de sua vida. Tudo que o casal sonha está reunido aqui, desfrute de um maravilhoso voo panorâmico de helicóptero  por São Paulo, com um sensacional jantar e pernoite em um luxuoso hotel. Tudo pensado com cuidado e atenção para tornar esta à melhor e mais incrível noite do casal.

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O que são doenças cardiovasculares?

As doenças cardiovasculares são conhecidas popularmente como, doenças do coração. As doenças cardiovasculares são diversos problemas que atingem o coração e/ou os vasos sanguíneos. Geralmente, afeta mais homens do que mulheres, em idades acima dos 50 anos.

O sistema cardiovascular é essencial para que nosso organismo funcione bem, porem essa classe do corpo é a mais afetada por sérias doenças.

De acordo com o Hospital do Coração de São Paulo, cerca de 29,4% das mortes no Brasil estão ligadas as doenças cardiovasculares, e homens acima de 55 anos são os mais atingidos.

As doenças do coração são a principal causa de morte em todo o mundo, o AVC e a doença arterial coronária são responsáveis por 80% das mortes por doenças cardiovasculares. Essas doenças se tornam mais comuns conforme o avanço da idade. A doença na maioria dos casos manifesta-se em média de sete a dez anos mais cedo em homens do que em mulheres.

Como funciona o Sistema Cardiovascular?

As doenças do coração afetam os vasos sanguíneos e o coração. O nosso sistema cardiovascular é responsável por transportar o sangue oxigenado dos pulmões e coração para o corpo inteiro, isso acontece através das artérias.

Quando essa função do corpo é afetada por algum motivo e esse “transporte” não pode ser cumprido, começam as complicações que muitas vezes podem ser severas. As doenças do coração é uma das principais causas de morte entre homens e mulheres em todo o mundo.

Descubra as principais causas para doenças cardiovasculares:

Os principais motivos que contribuem para manifestação de um problema variam de acordo com a doença em si. Porém, na maioria dos casos as doenças cardiovasculares podem ser causada por:

- Hipertensão arterial,

- Tabagismo,

- Diabetes,

- Vida sedentária devido à falta de exercício físico,

- Obesidade,

- Colesterol elevado,

- Maus hábitos alimentares e dieta inadequada,

- Consumo excessivo de bebidas alcoólicas,

- Histórico familiar de doenças cardiovasculares,

- Anticoncepcionais orais;

- Estresse.

Portanto, as causas das doenças cardiovasculares são variadas, e geralmente estão ligadas ao estilo de vida e a alimentação da pessoa.

Em 13% dos casos de morte por doenças do coração são devido hipertensão arterial, seguido de 9% pelo tabagismo, a falta de exercícios físicos 6% e 5% dos casos ocorrem por obesidade.

Conheça as principais doenças cardiovasculares:

Acidente vascular cerebral (AVC): O AVC ocorre quando um vaso sanguíneo que abastece alguma parte do cérebro é bloqueado por um coagulo, dessa forma acontece uma falta de oxigenação na região da cabeça. Os principais sinais de um Acidente Vascular Cerebral é dor de cabeça, tontura, fala arrastada e perda da função motora.

Arritmia: A arritmia acontece quando o coração bate de uma forma irregular, fora do compasso. Na maioria dos casos de arritmias eles não são perigosos, mas algumas situações muito graves podem chegar a levar à parada cardíaca súbita, um tipo de ataque cardíaco. Pacientes que possuem arritmia grave deve ter acompanhamento médico frequentemente.

Aterosclerose ou doença arterial coronariana: Quando o depósito de gordura nas artérias deixa as paredes do vaso duras e grossas acontece a doença arterial coronariana ou Aterosclerose. Essa situação pode restringir o fluxo de sangue e levar a um ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral.

Defeito congênito: O defeito congênito no coração é um problema que acontece desde a formação do bebe no desenvolvimento do sistema cardiovascular. São diversas condições que ocorrem nesse caso, mas muitas delas podem ser revertidas cirurgicamente após o nascimento da criança.

Pressão alta: Enquanto o coração bombeia o sangue através das artérias, ocorre uma pressão que pode ser mensurada. Quando essa pressão arterial fica elevada as artérias entopem ou ficam menos flexíveis. Também pode ocorrer por fatores como obesidade, diabetes e outras doenças metabólicas.

Outras doenças cardiovasculares: angina de peito, enfarte agudo do miocárdio, cardiopatia hipertensiva, febre reumática, miocardiopatia, valvulopatias, cardite, aneurisma da aorta, doença arterial periférica e trombose venosa.

Sintomas das doenças cardiovasculares

Os sintomas das doenças cardiovasculares são diversos e estão associados diretamente com a doença. Os sintomas só começam a se apresentar quando a doença já está instalada, o que dificulta sua prevenção.

 

Veja alguns sinais e sintomas que normalmente acontecem em quase todas as doenças cardiovasculares:

- Falta de ar, no repouso ou no esforço;

- Dor no peito, devido à má circulação sanguínea no local;

- Cansaço fácil;

- Desmaio;

- Palpitações ou taquicardia;

- Tosse seca persistente;

- Pressão alta;

- Cor azulada nas pontas dos dedos ou unhas;

- Tonturas;

- Má circulação nas pernas;

- Impotência sexual;

- Inchaço nos tornozelos.

Como prevenir doenças cardíacas?

Para a prevenção de doenças cardiovasculares é preciso adotar um estilo de vida saudável, assim é possível evitar o aparecimento dessas doenças. Veja algumas dicas para se prevenir das doenças do coração:

- Deixar de fumar;

- Controle da pressão arterial, dos níveis de açúcar e da gordura no sangue;

- Alimentação saudável, evitando gorduras e comendo mais verduras, frutas e cereais;

- Prática de exercício físico regularmente;

- Evitar consumo de bebidas alcoólicas;

- Reduzir o peso.

Procure sempre escolher por opções mais saudáveis, como usar escada ao invés do elevador, andar a pé, comer alimentos saudáveis, evitar muito sal, açúcar e gordura.

Em caso de doenças cardiovasculares avançadas, é necessário uma medicação adequada, dessa forma será reduzido os riscos no organismo.

Cuide bem da sua saudade, caso perceba sinais e sintomas de doenças do coração, procure imediatamente um médico cardiologista, ele irá solicitar exames médicos para ser feito um diagnóstico preciso e evitar que a doença se agrave. O quanto antes a pessoa for ao médico, melhor.

Em breve vamos falar sobre os motivos que contribuem para as doenças cardiovasculares. E não se esqueça de cuidar bem do seu coração!

 

 

Descubra como é fácil ter pontos fidelidade

Você utiliza o cartão de crédito praticamente para todas as suas compras? Desde a farmácia até supermercado? Se suas despesas pequenas e grandes são pagas no cartão de crédito, temos uma ótima notícia para você!

Seus gastos realizados no cartão de crédito podem ser convertidos em pontos fidelidade e trocados por produtos, descontos, passagens aéreas e muito mais. Além disso, ao comprar em locais específicos, lojas parceiras de programas de recompensas, você também acumula pontos.

Esse benefício de juntar pontos ou milhas (como são popularmente conhecidos) são de programas de fidelidade que existem nos principais bancos, postos de gasolinas e bandeiras de cartão de crédito como Visa, Mastercard e outros, além de comércios do varejo.

Essas redes convertem os valores que você usa diariamente no cartão de crédito em pontos fidelidade. Não importa o valor, todos seus pagamentos são convertidos.

Uma pesquisa realizada com consumidores de todo o país diz que 54% dos que têm cartão de crédito, participam de programas de recompensa. Ou seja, muitos consumidores não sabem sobre os acumuladores de pontos e deixam de resgatar por recompensas como hospedagens, produtos e descontos.

E lembre-se de ficar de olho na data de vencimento dos seus pontos, pois 40% dos brasileiros já perderam seus pontos devido ao vencimento.

Para juntar pontos, você deve se cadastrar em um programa de recompensas, por telefone ou internet, e aproveitar as oportunidades. Acumule pontos, resgate e aproveite!

 

Conteúdo para sites

QUEM SOMOS

A QualiWay IT Solutions é uma empresa especializada em TI que oferece para pequenas e médias empresas as melhores soluções de suporte técnico e implementação de informática.

Fundada em 1998, por um grupo de empresários o objetivo era desenvolver soluções na área de controle de ISO, e conforme a internet foi difundindo-se a empresa se adequou junto à web. Assim, nasceu uma parceria com doutores da USP (Universidade de São Paulo) para montar algoritmo para controle e otimização de produção online. Junto com esses especialistas foi desenvolvido um sistema de custo-benefício para empresas.  

Em 2010, a QualiWay se tornou pioneira com a inovação de sistema de leilões online, além de utilizar servidor fora do país. No ano seguinte, se tornou parceira da Microsoft, Adobe e Cisco roteadores.

Atualmente, o principal trabalho é a implantação do SharePoint em empresas e escolas, desenvolver sistemas e estruturação de empresas.

Nosso trabalho é criar soluções em tecnologia com conhecimento técnico em processos que atinjam as expectativas dos nossos clientes, com qualidade e inovação.

SERVIÇOS

A QualiWay ITSolutions oferece para pequenas e médias empresas as melhores soluções de suporte técnico e implementação de informática. Com uma equipe profissional certificada e capacitada, são realizados serviços de alta qualidade e com as melhores tecnologias.

Junto com você vamos alinhar as melhores soluções para sua empresa, através de estudos e estratégias, além de uma solução personalizada e o melhor suporte. Conheça nossas soluções:

- Rede               

- Manutenção de Computadores  

- Criação de sites: desenvolvemos sites de acordo com a necessidade do seu negócio. Oferecemos design personalizado, boa usabilidade, layout responsivo, SEO e profissionais excelentes para programação.

SOLUÇÕES:

Office 365: Seu escritório completo na nuvem!

O Microsoft Office 365 é um conjunto dinâmico de ferramentas ideal para pequenas e médias empresas que garante um escritório online e com total segurança. Possui uma série de vantagens para toda a equipe trabalhar de forma integrada, compartilhar arquivos e tudo conectado a nuvem.

- Armazene na nuvem: com o Office 365 suas informações ficarão protegidas, salvas e hospedadas remotamente nos servidores da Microsoft, além da infraestrutura da sua empresa ou casa, de forma os arquivos não ficam presos a um único PC.

- Sincronize: o conjunto de aplicativos do Office 365 é familiar, como Word, Outlook, Excel, Power Point e muito mais. Conforme a equipe cria e edita documentos, eles são sincronizados automaticamente na nuvem.

- Compartilhe: a infraestrutura da nuvem permite o acesso aos arquivos em qualquer hora e lugar, pode ser de um PC, tablet, smartphone ou outro dispositivo com conexão à internet. O compartilhamento possibilita outras pessoas acessarem o documento.

- Trabalhe de forma integrada: o Office 365 permite um trabalho em conjunto em tempo real, pois tudo está conectado. Além disso, os documentos podem ser editados online, a agenda da equipe pode ser consultada e os colaboradores podem se comunicar através de mensagens instantâneas.

Power BI: dados consolidados e interativos

O Power BI é uma maneira de fazer Business Intelligence de forma completamente inovadora. O serviço de análise permite que sua empresa conecte-se a uma infinidade de fontes de dados em um só lugar. Com Power BI sua equipe terá facilidade de reunir os dados mais importantes para facilitar as tomadas de decisões.

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- Explore: analise tudo de forma concreta e simples, sem nenhuma dificuldade. Os relatórios gerados através do Power BI são interativos, detalhados, consolidados e fáceis de consultar.

Azure: solução completa e segura

Sua empresa possui um backup externo? É essencial sempre ter uma cópia extra do seu backup armazenado em um ambiente externo fora da sua empresa, quanto mais cópias de seus dados, menor a probabilidade de perdê-los. Para automatizar seu backup e proteger com muita segurança o Azure é a solução de backup na nuvem.

- Backup seguro: é possível fazer backup tanto de servidores locais como de servidores virtuais de sua rede ou VMs do Windows Azure.

- Crie aplicativos: ao inserir o Azure sua empresa terá diversos serviços de nuvem integrados para os desenvolvedores e profissionais de TI usarem para criar, implantar e gerenciar aplicativos por toda a rede global de datacenters. Tudo isso usando as ferramentas, os aplicativos e as estruturas de sua escolha.

- Amplie os dados: o Azure possui funcionalidades perfeitas de nuvem híbrida em infraestrutura, dados, identidade do usuário, aplicativos e gerenciamento.

REDES SOCIAIS

Case iBacana

Criação de imagem: Felipe Barbosa

Criação de novo modelo de comunicação 

Criação de novo modelo de comunicação

Mari Batista

Sou formada em Comunicação Social (2012) e pós-graduada em Jornalismo Literário (2016).

Já trabalhei em jornal, assessoria de imprensa, marketing, redação publicitária e e-commerce.

Atuo em redes sociais desde 2011, com criação de conteúdo, monitoramento e planejamento. Realizei em 2014 curso de Social Media, que abrange: 
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Desde 2012 crio conteúdos para blog e sites, com assuntos segmentados e direcionados para públicos específicos.

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